
A secretária municipal de Educação, Solange Dias, negou que a Prefeitura de Cuiabá tenha cometido erro de gestão com o adiamento da volta às aulas, contudo, apontou a equipe de transição do ex-prefeito, Emanuel Pinheiro (MDB), como culpada por apresentar informações incompatíveis com a realidade encontrada em janeiro de 2025. Além disso, citou que as fortes chuvas agravaram a situação das unidades, provocando a necessidade de retorno das aulas no dia 10 de fevereiro.
Câmara de Cuiabá
Solange prestou informações à Comissão de Educação da Câmara Municipal nesta quarta-feira (5) e, em conversa com a imprensa, fez questão de frisar que não faltou gestão de sua parte à frente da pasta: “As aulas não começaram no período previsto porque eu achei que pegaria uma secretaria organizada. Mas, no entanto, quando eu recebi a secretaria, as escolas estavam em situação precária”.
Ela argumentou que a equipe de transição do prefeito Abilio Brunini (PL) solicitou informações junto à gestão que administrava a cidade no ano passado e, com base nos dados oficiais que recebeu, as escolas estariam abastecidas com estoque de itens básicos para limpeza, higiene e alimentação. À época, a pasta era comandada pela secretária Edilene Machado, que foi duramente criticada pela forma como conduzia a Educação na gestão do emedebista.
“A equipe de transição [do Abilio] não tem nada haver com isso. A equipe de transição tem autonomia para pedir dados. Nós recebemos os dados [da equipe de Emanuel Pinheiro] de que estava tudo ok. No entanto, a hora em que nós tivemos a autonomia de assumir a cadeira, não era assim”, alegou. Reprodução
O prefeito Abilio Brunini e a secretária de Educação, Solange Dias, na Câmara de Cuiabá
Ela foi questionada porque não foram identificadas as eventuais inconsistências logo nos primeiros dias de gestão. Entretanto, ponderou que haviam muitas falhas, que agora estão sendo sanadas, e reforçou que o retorno às aulas está confirmado para o dia 10 de fevereiro.
“Nós não conseguimos resolver em 30 dias os problemas de muito tempo. Nós estamos fazendo o que é possível, está tudo sendo reformado para entrar as aulas e as grandes reformas serão durante o ano”, disse.
“Das 173 escolas, cerca de 98 não tinham no estoque nem um rolo de papel higiênico, não tinham no estoque nem um caderno. Isto é uma situação que os novos diretores não têm como resolver, porque eles teriam que ter recebido a escola abastecida, porque o repasse é no final do ano para preparar a escola, e isso não ocorreu. Então, nós tivemos que fazer questões emergenciais para abastecer essas escolas com esses insumos de emergência pela Secretaria”, completou.
O atraso no calendário vai afetar diretamente os alunos, que terão que repor aulas aos finais de semana para cumprimento dos 200 dias letivos.
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