
O Conselho Regional de Medicina de Mato Grosso (CRM-MT) anunciou que realizará uma fiscalização na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) Morada do Ouro, em Cuiabá, e que poderá determinar a interdição ética da unidade. A medida ocorre após uma médica ser agredida por uma paciente, no fim da manhã desta sexta-feira (21). A Secretaria Municipal de Saúde (SMS) repudiou a conduta da suspeita e garantiu apoio à servidora atacada.
A agressão aconteceu por volta das 11h, depois que a paciente, já medicada, foi orientada por uma técnica de enfermagem sobre o protocolo que restringe a permanência de acompanhantes na sala de medicação, permitido somente para idosos e crianças. Inconformada, ela tentou atacar a servidora, momento em que a médica interveio e foi agredida. Ela sofreu arranhões e teve a roupa rasgada. A profissional registrou boletim de ocorrência.
Em nota, o CRM-MT afirmou que o episódio é “inadmissível” e reforça uma estatística preocupante: 12 médicos são agredidos diariamente no Brasil em seus locais de trabalho. O Conselho criticou a falta de segurança na rede municipal e destacou que recebe relatos constantes de violações de prerrogativas profissionais na UPA Morada do Ouro e em outras unidades de Cuiabá.
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A Secretaria Municipal de Saúde (SMS) lamentou a agressão e afirmou que toda a equipe seguiu os protocolos técnicos durante o atendimento. A secretária Danielle Carmona garantiu apoio integral à médica e afirmou que “nenhuma forma de violência será tolerada” nas unidades de saúde. O secretário adjunto Odair Mendonça também repudiou o ataque.
“É inaceitável que profissionais que dedicam suas vidas a cuidar da população sejam alvo de agressões. Não toleraremos nenhum tipo de violência dentro das nossas unidades. Daremos todo o suporte à servidora e reforçaremos ações para proteger quem está na linha de frente”, afirmou Carmona.
O CRM-MT informou que, na próxima semana, fará uma fiscalização rigorosa na unidade e, caso seja constatada falta de segurança para os profissionais, colocará em votação a interdição ética da UPA Morada do Ouro, o que pode suspender o atendimento médico no local.
O Conselho cobra o cumprimento imediato da Resolução 2.444/2025 do CFM, que obriga medidas de proteção aos profissionais de saúde.

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