Saiba quem são os 6 deputados que optaram por criar comissão especial e retiraram assinaturas de CPI – lista

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 Os seis deputados que retiraram as assinaturas, inviabilizando a instauração da CPI do Feminicídio na Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), foram Eduardo Botelho (União Brasil), Doutor João (MDB), Elizeu Nascimento (PL), Nininho (Republicanos), Paulo Araújo (PP) e Valmir Moretto (Republicanos).  A informação, mantida em sigilo pela Mesa Diretora, foi confirmada pelo por fontes do Legislativo.

Proposta na semana passada, a CPI tinha como objetivo apurar a eficácia dos mecanismos de combate à violência contra a mulher e as causas do alto índice de feminicídios em Mato Grosso. Além disso, pretendia averiguar o orçamento destinado para este fim e buscar soluções para inibir que mais mulheres sejam mortas. Rodinei Crescêncio

Deputado Eduardo Botelho está na lista dos que retiraram as assinaturas

 Uma CPI precisa ter o objetivo da investigação delimitado e o tema proposto é bastante amplo. Com isso, os parlamentares entenderam que comissão especial é o instrumento mais adequado para tratar do assunto.

Isso ocorreu após a deputada estadual Edna Sampaio (PT), autora da proposta, fechar  acordo com o Palácio Paiaguás para que, ao invés da CPI do Feminicídio, seja instalada uma comissão especial voltada ao assunto. No entanto, o chefe da Casa Civil, Fabio Garcia (União Brasil), nega pressão ou interferência do Executivo em assuntos internos da ALMT apesar da retirada da assinatura dos integrantes da base governista.

Segundo Edna Sampaio Fabio Garcia foi bastante respeitoso. Porém, deixou claro que a CPI não iria adiante.

 “Eu acho que o secretário me tratou de forma muito respeitosa. Eu quero dizer  publicamente, quando eu fui conversar, ele me disse com todas as letras que não aceitaria, o governo não aceitaria uma CPI. No  entanto, se comprometeria, como fez agora publicamente, de apoiar e de se responsabilizar por todas as informações que serão enviadas à comissão ou outra estratégia que a gente possa implementar na Assembleia Legislativa”, disse Edna Sampaio. Rodinei Crescêncio

Deputada Edna Sampaio, autora da proposta

A petista, que tem apoio das deputadas estaduais Janaina Riva (MDB) e Sheila Klener (PSDB), garante que o acordo não significa recuo. Segundo Edna Sampaio, o tema será tratado na ALMT com compromisso e seriedade.

“Não vamos recuar em nenhum milímetro daquilo que está no requerimento sobre a CPI. Não vamos recuar na determinação da Assembleia Legislativa cumprir o seu papel na investigação sobre as causas institucionais que levam à não proteção da vida das mulheres. E isso, para mim, é o essencial, o fundamental”, completou.

 Até a última terça-feira (26), a proposta contava com 11 assinaturas, depois o número subiu para 13. No entanto, na manhã dessa quarta-feira (27), quando seria definida sua instauração, 6 deputados pediram para retirar apoio a abertura CPI. Com isso, restaram somente 7 enquanto o mínimo exigido pelo Regimento da ALMT são 8.

O presidente da ALMT, Max Russi (PSB), afirmou que não terá dificuldades em criar a CPI do Feminicídio se o requerimento chegar a 8 assinaturas . Por isso, ainda não determinou o arquivamento.

 Mato Grosso é campeão em matar mulheres pelo segundo ano consecutivo. Em 2025, já foram 37 casos.

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Link da Matéria – via RD News

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