
Uma reunião marcada para a manhã desta quinta-feira (2) deve selar, de forma definitiva, a saída do deputado estadual Eduardo Botelho do União Brasil. O encontro é tratado nos bastidores como um ultimato para fechar o acordo político e confirmar a migração do parlamentar para o MDB, movimento que já é visto como irreversível no grupo.
A mudança ocorre em meio ao travamento da composição proporcional do União, que enfrenta dificuldades para ampliar a base e atrair novos nomes. Com cinco deputados estaduais já acomodados na sigla, diante da federação política com o Partido Progressistas (PP), a chapa teria ficado “congestionada”, criando resistência interna para novas filiações e pressionando a direção partidária por uma solução imediata.
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Diante do impasse, Botelho passou a ser apontado como o nome que abriria espaço para reorganizar o partido e destravar as articulações eleitorais. A saída dele, segundo aliados, passou a ser tratada como estratégica para permitir a entrada de novas lideranças e garantir competitividade ao União na eleição de 2026.
Com “porta aberta” no MDB, Botelho deve ser recebido sem dificuldade. A ida também se encaixa no rearranjo interno da legenda, já que o deputado Juca do Guaraná é dado como certo no PSD, o que abriria caminho para a chegada de Botelho ao partido.
Além disso, a filiação ao MDB tende a facilitar o alinhamento político do deputado com a deputada estadual Janaína Riva, nome que se movimenta para a disputa ao Senado e que já conta com apoio de Botelho.
Nos corredores da política, a avaliação é de que o momento é de fechamento de chapas e que dificilmente haverá novas mudanças de grande porte, justamente porque as legendas têm evitado mexer nas composições para não gerar instabilidade.
A expectativa é de que o encontro desta manhã finalize os últimos detalhes e oficialize a saída, consolidando Botelho como novo quadro do MDB nos próximos dias.

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