
O réu Fabiano de Souza Freire foi condenado por tentar matar a ex-companheira, dentro de uma igreja, em 2024, em Sorriso (420 km ao Norte). O júri popular que o condenou foi realizado na sexta-feira (6) e toda a tese do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT) acolhida. O casal permaneceu casado por 15 anos e teve 3 filhos. A caçula estava no colo da mãe quando o acusado tentou atacá-la com uma faca.
O acusado foi até a igreja no bairro Mário Raiter onde a vítima, Kelly Oliveira Lima, participava de um culto e pediu que ela fosse chamada para conversar.
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No momento em que a mulher se aproximou, carregando a filha mais nova no colo, ele tentou atacá-la com uma faca artesanal de aproximadamente 30 centímetros, sendo imediatamente contido por um obreiro e outros frequentadores até a chegada da Polícia Militar.
O promotor de justiça Luiz Fernando Rossi Pipino ressaltou que o crime só não foi consumado porque o réu foi imobilizado pelas pessoas que estavam no local, impedindo que desferisse o golpe pretendido.
Durante as investigações, apurou-se que vítima e acusado mantiveram relacionamento por cerca de 15 anos e tinham três filhos, estando separados havia aproximadamente dois anos, condição que, segundo os autos, não era aceita pelo réu.
Consta ainda que a vítima já havia sido agredida e ameaçada por várias vezes anteriormente, reforçando o histórico de violência e a motivação baseada em inconformismo com o fim do relacionamento.
Ao final do julgamento, os jurados reconheceram as qualificadoras apresentadas pelo Ministério Público, incluindo motivo fútil e razões da condição de sexo feminino no contexto de violência doméstica, além da causa de aumento de ter sido o crime praticado na presença da filha do casal.

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