
O vereador por Cuiabá e pré-candidato a deputado federal, Rafael Ranalli (PL), criticou duramente a postura da Câmara dos Deputados de aprovar o aumento do gasto público com mais cadeiras deputado federal . Mato Grosso pode ganhar até dois novos representantes e proporcionalmente, mais seis vagas na Assembleia Legislativa (ALMT). O texto ainda precisa passar pelo Senado.
Secom
Mesmo que a medida possa beneficiá-lo na corrida eleitoral nas eleições de 2026, Ranalli considera um verdadeiro escárnio provocado pela Câmara dos Deputados. Ele citou ainda a repercussão negativa que a situação tem gerado: “Acho que o impacto é negativo. Acho que o cidadão que acompanha a rede social vê uma manifestação na maioria das pessoas. É um escárnio com o erário público. Já é muito deputado, na minha opinião tinha que ser metade [dos atuais 513]”, disse.
“Todo mundo esperando uma redução de custo da máquina pública e você aumenta seis gabinetes de deputado estadual, mais dois de deputado federal. Isso independente até mesmo de eu ser pré-candidato a federal, eu acho que é um escárnio à população esse aumento de vagas”, emendou Ranalli, sinalizando que o impacto deve ser de R$ 2,5 milhões anualmente por cada parlamentar.
A necessidade de rever a distribuição de cadeiras surgiu após decisão, em agosto de 2023, do Supremo Tribunal Federal (STF) ao acatar uma ação do Governo do Pará que apontou omissão do Legislativo em atualizar o número de deputados de acordo com a mudança populacional, como previsto na Constituição. Estados que tiveram aumento populacional deveriam ganhar mais deputados, e os que tiveram encolhimento, deveriam perder, mas na nova propositura articulada e avalizada pela Câmara, não há perdas de cadeiras.
Na avaliação do vereador, o sistema político não pode ser comprometido por completo apenas para corrigir um o cenário no estado do Pará. “Não aumentar simplesmente por aumentar para contemplar um problema que existiu lá no Pará, e aí com isso prejudicar todo o sistema”, acrescentou.
Da bancada mato-grossense na Câmara dos Deputados, somente os deputados Emanuelzinho e Juarez Costa, ambos do MDB, votaram a favor da ampliação de 513 para 531 parlamentares, em razão do crescimento populacional. Já Coronel Assis (União Brasil), Gisela Simona (União Brasil), Coronel Fernanda (PL), José Medeiros (PL) e Nelson Barbudo (PL) foram contrários.
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