
Mais de 16 cheques foram encontrados na casa da empresária Taiza Tosatt, presa na Operação Cleópatra. Juntos, os valores totalizam mais de R$ 420 mil. No imóvel também havia 7 cartões de crédito/débito e diversas munições.
Taiza Tossat foi presa nessa quinta-feira (31), enquanto desembarcava de uma viagem ao Nordeste do país, no aeroporto de Sinop (500 km ao norte de Cuiabá). Ela foi localizada ainda dentro do avião e acompanhou os policiais na busca e apreensão feitas em sua casa.
No local, os agentes apreenderam 8 cheques com valores que variam de R$ 5 mil a R$ 100 mil, além de 7 folhas em branco.
Os veículos apreendidos foram uma motocicleta BMW e um Jeep Renegade.
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Também foram encontrados diversos frascos e caixas de anabolizantes que possuem venda proibida no Brasil. Taiza alegou que os medicamentos eram do seu companheiro.
4 celulares e 3 notebooks foram apreendidos, além de 6 estojos e 15 munições calibre. 357.
A operação
A empresária, proprietária da empresa DT Investimentos, usava as redes sociais para atrair as vítimas, se mostrando uma pessoa jovem, bonita, bem-sucedida, articulada e especialista em investimentos financeiros.
Com argumentos envolventes e com promessas de lucros de 2% a 6% por dia, dependendo do valor investido, a empresária convencia as vítimas a fazerem investimentos de altos valores, superiores a R$ 100 mil iniciais, em ações, entrando em um verdadeiro esquema de pirâmide financeira.
As vítimas recebiam o retorno financeiro nos primeiros meses, sendo incentivados a fazer novos investimentos, porém, após algum tempo, a empresa deixou de pagar os lucros para as vítimas. Ao solicitarem a devolução dos valores investidos, a empresária inventou desculpas até deixar de responder completamente às vítimas.
O ex-policial federal, que foi casado com a investigada, era o gestor de negócios da empresa e o médico atuava como diretor administrativo da empresa, formando um grupo criminoso, que destruiu o planejamento familiar de dezenas de vítimas, inclusive de amigos e familiares dos investigados.
Com base nos elementos apurados nas investigações do inquérito policial instaurado na Delegacia do Consumidor, o delegado Rogério Ferreira representou pelas ordens judiciais contra os investigados, que foram deferidas pela Justiça e cumpridas na manhã desta quinta-feira (31).
Segundo o delegado da Decon, Rogério Ferreira, até o momento os prejuízos às vítimas chegam a casa dos R$ 2,5 milhões, porém pode ser muito superior a esse valor, uma vez que certamente há outras vítimas que não registraram a ocorrência.

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