
Reprodução
O ano de 2024 teve um aumento de 150% de quedas e oscilações de energia, se comparado ao ano passado, afetando 60 mil consumidores, uma alta de 200% ante 2023. Dentre os municípios com mais consumidores afetados pela falta de energia está Rondonópolis (a 214 km de Cuiabá), que ocupou o primeiro lugar no Estado, com mais de 17 mil consumidores prejudicados. Os principais motivos para essa situação é calor extremo e os incêndios que causam grandes danos as linhas de transmissão. A informação é da concessionária Energisa Mato Grosso.
No ano passado, a cidade também teve diversos casos de consumidores prejudicados pela falta de energia, devido às condições climáticas. As ocorrências também aconteceram entre os meses de setembro e outubro, período de seca e calor em Mato Grosso. De acordo com o Procon do município, à época, cerca de 14 registros foram lavrados e encaminhados para a Energisa com casos de perdas materias devido as falhas na rede.
Ainda segundo a empresa, a cidade foi impactada em inúmeros bairros afetando diversas áreas como no trânsito e na distribuição de água, além de prejuízos no comércio e em bairros residenciais, devido à queima de equipamentos e aparelhos eletrônicos.
Outros dois municípios também prejudicados devido ao calor intenso foram: Sinop (a 480 km de Cuiabá), com 7,7 mil consumidores impactados e a Região Metropolitana do Vale do Rio Cuiabá com 1,4 mil.
De acordo com o gerente de operações da Energisa, Anderson Rodrigues, somente este ano, aproximadamente 60 mil consumidores foram afetados em todo o Estado, com a interrupção de energia, contra cerca de 20 mil no ano de 2023, um aumento de 200%. Rodrigues apontou ainda que o calor extremo somado aos incêndios geram um desgaste na vida útil dos equipamentos da rede, o que pode gerar o aumento das ocorrências.
“Em casos mais graves, com temperaturas mais elevadas, o fogo está em contato direto com a rede elétrica e agride a certo ponto, que podemos ter o desligamento da rede elétrica, que é a interrupção do fornecimento, ou seja, a falta de energia”, disse o gerente. Cecília Nobre
Anderson Rodrigues, gerente de operações da Energisa; segundo ele, em alguns casos o fogo entra em contato direto com a rede elétrica e gera a queda
Segundo a concessionária, em 2023, foram registradas 29 ocorrências de incêndios que afetaram as redes de transmissão, impactando pouco mais de 21,1 mil consumidores. Enquanto este ano já foram registradas 71 ocorrências prejudicando 56,4 mil clientes.
Superaquecimento de aparelhos
Aparelhos que consomem mais energia elétrica são os de refrigeração. Ar-condicionados, geladeira, freezers, purificadores de água, umidificadores e tantos outros acabam sendo os mais impactados com o calor.
Segundo Anderson, isso acontece pois o equipamento precisa gastar mais energia para refrigerar em um período quente, em comparação a um clima mais ameno. “Normalmente no período quente ele [aparelho] vai gerar um consumo maior pelo esforço maior que aquele compressor e o próprio ar-condicionado estão submetidos”.
Dessa forma, para evitar o superaquecimento dos aparelhos e outros possíveis transtornos, o gerente de operações apontou que manter a temperatura do aparelho em um nível estável evita oscilações de esforço do equipamento. “Evite ficar ligando e desligando, esse é um ponto que faz muita diferença, às vezes. É uma ilusão fazer isso, fora que não é recomendado”.
Para Anderson manter o ar-condicionado em 23 graus é o mais recomendado, por exemplo, porque quanto mais baixa se coloca a temperatura, mais esforço o compressor fará e mais consumo ele vai gerar.
“Do chuveiro elétrico do ferro de passar roupa é utilizar assim com consciência, porque óbvio todo mundo precisa, mas nesse período quanto menos a gente utilizar, de fato é algo que vai gerar uma economia também na nossa conta”, destacou.
Aumento na fatura
Além do aumento do consumo de energia que o calor tem proporcionado, há também as cores das bandeiras tarifárias que podem ou não trazer um adicional a tarifa, como forma de limitar o consumo de cada cliente, devido às condições climáticas que impactam na geração de energia.
Quanto aos significados, a bandeira verde sinaliza condições favoráveis para geração de energia, logo não haverá acréscimo na fatura. Já a bandeira amarela indica condições menos favoráveis, causando um acréscimo de R$ 1,50 a cada 100 kWh consumidos. Por fim, a bandeira vermelha indica condições mais difíceis de geração de energia, trazendo o acréscimo de R$ 4 a cada 100 kWh, consumidos no patamar 1, e R$ 6 a cada 100 kWh, consumidos no patamar 2.
“Através de uma necessidade de geração de energia, principalmente por causa da seca dos reservatórios, você precisa de mais energia no sistema internacional e normalmente se aciona aí algumas geradoras. Isso ocasiona um custo e esse custo é repassado por meio da bandeira tarifária. Então, a distribuidora, no caso a Energisa, apenas cumpre”, explicou Rodrigues.Entre na comunidade de WhatsApp do Rdnews e receba notícias em tempo real . (CLIQUE AQUI )

Faça um comentário