
A Quaresma é tradicionalmente reconhecida como um período de recolhimento, penitência, jejuns e orações para a chegada da Páscoa, vivida na Semana Santa, celebrada em abril. São 40 dias de preparação que trazem consigo momentos de recolhimento e oportunidade de transformação interior, renovação da fé e esperança de dias melhores.
Em entrevista ao , o arcebispo de Cuiabá, Dom Mário Antônio da Silva, explicou que esse momento deve ser visto com alegria e não como punição, pois é um caminho para mudança de vida, inspirando-se nos 40 dias que Jesus passou no deserto.
“Quaresma não é tempo de tristeza, é tempo de mudança séria da nossa vida, na alegria do seguimento a Jesus, aquele que veio para servir e não para ser servido”, Contou.
Para ele, é, também, momento de reflexão. “É um tempo de rever atitudes, agradecer pelas bênçãos recebidas, como a casa, a família e o trabalho, e abrir os olhos para as necessidades do próximo, especialmente daqueles que vivem em situação de vulnerabilidade. A caridade é a expressão concreta da fé”, explicou o arcebispo.
A contadora Thaina Carvalho Scherner, 28, cresceu vivendo esse período com os pais. Católica desde a infância, ela aprendeu que oração, jejum e esmola só fazem sentido quando são instrumentos de conversão verdadeira. Hoje, casada e mãe da pequena Diana de 4 anos, ela mantém a tradição com a própria família. Reprodução
“Eu não vejo a quaresma como um peso, mas um tempo de recolhimento e preparação espiritual, não vejo como um sacrifício vazio, mas como um tempo de mudar o coração, buscar uma amizade verdadeira com Deus e abandonar o pecado”, pontuou.
Nos últimos anos, muitos fiéis também têm encontrado novas formas de intensificar a fé e dedicação nesse período. A artesã Jairce Vasconcelos relembrou o impacto das redes sociais e da mobilização promovida por líderes religiosos como Frei Gilson, que vem realizando o Rosário da Madrugada, que reúne milhões de pessoas em oração diariamente através de transmissão online no YouTube e Instagram.
Para ela, esse movimento tem ajudado católicos a viver a Quaresma de maneira menos automática e mais consciente. “Mais do que deixar de comer carne ou abrir mão de doces, o verdadeiro sentido está em estudar a fé, silenciar o coração, ir ao deserto com Jesus e oferecer penitências com propósito”, finalizou.

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