PT precisa ter ousadia e participar do processo eleitoral, defende Edna

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A deputada estadual em exercício, Edna Sampaio (PT), defende que o partido tenha ousadia nas eleições de 2026 em Mato Grosso e participe ativamente dentro de seu grupo político para apresentar nomes, entendendo a realidade de seu tamanho partidário e de representatividade que o presidente Lula (PT) possui. A fala foi realizada nesta semana em entrevista na Assembleia Legislativa.

Rodinei Crescêncio

Questionada sobre como enxerga o desenho atual onde o PSD, aliado da Federação Brasil da Esperança, formado por PT, PV e PCdoB, caminha para uma possível candidatura da Drª Natasha Slhessarenko (PSD) ao Governo, pontuou que não tem participado das discussões do grupo, mas sustenta que o partido de Lula precisa assumir um protagonismo e se colocar na mesa de construção: “Jogador que fica parado acaba perdendo o ‘time’ do jogo. Eu espero que daqui para frente a gente tenha um pouco mais de ousadia. Nós temos que ousar lutar, ousar nos colocar para poder ousar vencer também”.

“Eu não estou acompanhando de perto essas negociações que o PT e a Federação vêm fazendo em relação à construção das chapas aqui no governo do Estado de Mato Grosso, mas eu sou, dentro do PT, daquelas pessoas que acreditam que o PT tem que ter protagonismo, tem que apresentar suas cartas na mesa para poder jogar com um jogador que tem pauta própria, que tem tamanho próprio”, avaliou.

Em Mato Grosso, as candidaturas do PT têm encontrado resistência, fato que em 2024 não conseguiu levar nenhuma das 142 prefeituras do estado, que tem se mostrado mais alinhada a candidatos de centro-direita, direita e extrema-direita. E pensando em Senado e Governo do Estado em 2026, o partido se mostra desconectado, sem projetos autorais. Assim, quando questionada se deveria aparecer outro nome além de Natasha, expressou que não existe apego a cargos, mas que o PT tem que ser engajar mais até nas discussões.

“O PT tem que cumprir o papel partidário de um partido que governa o nosso país e que precisa, aqui no Estado de Mato Grosso, mais do que um apego a uma candidatura própria, unir aqueles que estão defendendo democracia e que são a base de sustentação do presidente Lula aqui. Então, eu sei que essa tarefa é difícil aqui em Mato Grosso, mas ela é necessária e importante. Eu espero que o PT, agora frente a professora Rosa Neide e o Altir Peruzzo, que assumiu a presidência do partido, possa, no âmbito da federação, colocar essas peças para andar, para jogar de forma mais ousada”, completou.

Outro elemento que pode movimentar o bloco de esquerda serão os direcionamentos das executivas nacionais, onde historicamente se dita os rumos dos partidos. Assim, o PSD de Natasha, que em Mato Grosso tem o ministro da Agricultura como um aliado de Lula, poderá ser forçado a pular do barco petista, devido a um projeto próprio do PSD à presidência, com os governadores Ratinho Jr. e Eduardo Leite, do Paraná e Rio Grande do Sul, respectivamente – ação que forçaria lideranças do PT a se mobilizarem como eventuais cabeças de chapa.

Link da Matéria – via RD News

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