PSOL denuncia Coronel Fernanda ao Conselho de Ética: “Fala alvitante”

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A deputada federal Coronel Fernanda (PL) será denunciada junto ao Conselho de Ética da Câmara Federal por ter citado, durante uma discussão, o irmão da sua colega de Parlamento, Sâmia Bonfim (PSOL-SP), que foi assassinado no ano passado. A fala ocorreu durante a sessão na Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ). A informação foi dada pelo PSOL nesta quinta-feira (06), nas redes sociais.

A sessão da última terça-feira (04) discutia a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 45/2023, que visa tornar crime a posse ou porte de qualquer quantidade de drogas sem autorização legal. O tema acabou deixando as parlamentares com os ânimos exaltados , fazendo com que as duas federais trocassem ofensas.

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O PSOL, em defesa de Sâmia, anunciou pelas redes sociais que pretende acionar a militar por ter feito menção cruel e aviltante ao assassinato da irmã da deputada, o médico Diego Bonfim, vítima de um trágico episódio que ocorreu na Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro.

“Uma tragédia pessoal que causa tanta dor como a que aconteceu com o meu irmão e a minha família não deve nunca ser utilizada como provocação em nenhuma discussão política, em nenhum contexto. A deputada passou de todos os limites éticos, morais e humanos ao fazer isso. Por isso, estamos sim estudando medidas jurídicas e também representando no Conselho de Ética”, disse Sâmia. “ A deputada passou de todos os limites éticos, morais e humanos ao fazer isso. Por isso, estamos sim estudando medidas jurídicas e também representando no Conselho de Ética” Sâmia Bonfim, deputada federal

A parlamentar ainda disse que a extrema direita abriu a “tampa do esgoto da imoralidade e da desumanidade”, afirmando que a atitude da deputada militar se assemelha com a do ex-presidente da República, Jair Bolsonaro (PL), quando caçoava das pessoas contaminadas pelo vírus da Covid 19.

“São valores que não são compartilhados, eu tenho certeza, pelas famílias brasileiras, e não é o que se espera de uma figura pública. A gente vai até o fim exigindo a responsabilização da deputada”, afirmou ela.

A líder do PSOL na Câmara, deputa Erika Hilton, avaliou que são intoleráveis as declarações da militar ao se utilizar da trágica execução do irmão de Sâmia Bomfim para fazer disputa política.

“Nós, do PSOL, não permitiremos que sua moral de esgoto, como bem disse Sâmia, passe impune em mais esse ataque”, disse.

A presidente do PSOL, Paula Coradi, também se indignou com o ocorrido afirmando que, na falta de argumentos, mais uma vez, a deputada bolsonarista mostra todo seu notório “baixo nível” ao atacar Sâmia durante a discussão sobre um tema importante, que é a PEC 45.

“Quem já defendeu abertamente a atuação das milícias e seus filhos já condecoraram milicianos são os aliados da deputada Cel. Fernanda. O PSOL não vai tolerar esse tipo de argumentação”, pontua.

Entenda o que aconteceu

Na terça-feira, durante a discussão na CCJ sobre a PEC 45/2023, Sâmia se posicionou contrária e classificou o relator do texto, deputado federal Ricardo Salles (PL-SP), como “traficante de madeira”. Ex-ministro do Meio Ambiente no Governo Jair Bolsonaro, o parlamentar é réu em uma ação na Justiça Federal por esquema de exportação ilegal de madeira. A Coronel Fernanda, então, saiu em defesa do correligionário, usando o assassinato do irmão de Sâmia para cobrar posicionamento contra o tráfico de drogas.

Com isso, Sâmia – que acabou ficando visivelmente emocionada – rebateu a militar e disse que a PEC em discussão favorece o crime organizado. Na discussão, ainda mandou a colega “calar a boca”. E então as parlamentares acabaram se exaltando e trocando ofensas.

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