
O presidente da Assembleia Legislativa (ALMT) e presidente do PSB-MT, deputado Max Russi, sinalizou que o partido não deve interferir na polêmica que envolve o vereador de Várzea Grande, Kleberton Feitoza, acusado de invadir, ofender e expor uma médica durante uma “fiscalização” no Pronto Socorro da cidade . Montagem/Reprodução
O presidente da AL e do PSB-MT, deputado Max Russi (à esquerda) e o vereador por Várzea Grande, Feitoza (PSB)
Enquanto líder do partido no estado, Max foi questionado se estaria acompanhando a situação, diante da posição do Conselho Regional de Medicina (CRM-MT) de cobrar punições ao parlamentar. Na sua avaliação, cabe somente à Câmara deliberar sobre o tema.
“A gente não tem um trabalho sobre o mandato do vereador. Se ele cometeu algum ilícito, o CRM representá-lo, fizer alguma providência nesse sentido, vai caber à Câmara resolver. Se ele fizer algum ilícito, que não é esse caso, mas alguma pessoa fizer algum ilícito dentro do partido, depois de julgada, condenada, a gente toma providência. Nesse momento não, é o trabalho do mandato como vereador dele, tem essa polêmica aí, mas nós queremos que isso fique na discussão dentro de Várzea Grande”, manifestou o mandatário.
Antes mesmo da CRM representar pela cassação do vereador, o presidente da Câmara, Wanderley Cerqueira (MDB), e o presidente da Comissão de Ética, Jânio Calistro (MDB), haviam dado sinais de que Feitoza não receberia punição pois estaria agindo apenas no cumprimento do mandato, ou seja, fiscalizando. A investida do CRM também não foi aceita pelo demais vereadores, que apontaram erros de tramitação .
O CRM entrou com uma ação da Justiça Federal solicitando que Feitoza seja impedido de entrar em unidades sem autorização, bem como seja proibido de realizar qualquer tipo de filmagem de profissionais de saúde e pacientes sem autorização. Outro pedido é para que o acesso dele em locais restritos das unidades seja vetado, bem como a prática de algum tipo de intimidação contra os profissionais.
Em caso de descumprimento de qualquer uma das proibições, o vereador ficaria sujeito à multa de R$ 50 mil. O CRM-MT, em conjunto com o Conselho Federal de Medicina (CFM), também oficiou diversas autoridades para que busquem coibir este tipo de atuação.

Faça um comentário