
O Programa de Reinserção de Monitoramento (PREM) do Instituto Mato-grossense da Carne (Imac) já recuperou mais de 1,3 mil hectares de áreas desmatadas ilegalmente em propriedades rurais. O montante regenerado equivale, aproximadamente, a 1.857 campos de futebol. Segundo o Imac, a maioria das propriedades está localizada no bioma da Amazônia.
A iniciativa está em operação desde outubro de 2021, tendo como objetivo reintegrar pecuaristas que estão inaptos de comercializar seus animais com a indústria frigorífica.
Reprodução/Emprapa
Um pecuarista, vocacionado à criação de gado para terminação, só pode vender seus animais para um frigorífico se atender os critérios “Boi na Linha”. Um dos requisitos é não possuir desmatamento ilegal na propriedade. Com isso, o produtor fica desabilitado para a venda.
Diante disso, o programa auxilia o produtor ao fazer um acordo com ele para a regeneração das áreas degradadas, por, no mínimo, cinco anos. A partir desse combinado, o empresário recebe uma Autorização de Comercialização Temporária (ACT), emitida pelo Imac, e pode retornar ao mercado.
Rodinei Crescêncio
Conforme o diretor de projeto do Imac, Bruno Andrade, o programa não auxilia apenas o produtor, mas gera ganhos para os próprios animais.
“Com a regeneração, você cria áreas que são mais agradáveis ao animal, já que o calor não fica mais tão intenso. A paisagem rural também melhora muito. Além de ser bom produtivamente, porque todo o passivo ambiental é recuperado naquela área”, afirmou.
Até o momento, mais de 100 propriedades aderiram ao programa, o que causou o retorno de 383 mil animais à indústria frigorífica.
Mais informações sobre a regularização das propriedades estão disponíveis no site do Imac .Entre na comunidade de WhatsApp do Rdnews e receba notícias em tempo real . (CLIQUE AQUI )

Faça um comentário