
Vídeo que circula as redes sociais mostram um professor de educação física do Instituto Federal de Mato Grosso (IFMT), lotado no campus Coronel Octayde Jorge da Silva, em Cuiabá, supostamente filmando alunas durante uma atividade na piscina. O docente foi afastado nessa terça-feira (30) suspeito de assediar sexualmente duas estudantes de 14 e 15 anos, no último dia 23.
Nas imagens, é possível ver o professor sentado à beira da piscina, segurando um celular. A filmagem se aproxima do profissional e é possível ver que, aparentemente, o celular está com o aplicativo da câmera aberto -assista:
Como já publicado pelo , o professor foi afastado após denúncias de abuso sexual. As mães das vítimas informaram que o fato teria ocorrido durante uma aula na piscina no IFMT. Conforme registro policial, a Delegacia Especializada de Defesa dos Direitos da Criança e do Adolescente (Deddica) está à frente das investigações e não passará outras informações por envolver menores de 18 anos, além de preservar as partes envolvidas.
Por meio de nota, o IFMT afirmou que recebeu a denúncia contra o professor e adotou os protocolos institucionais, que incluem o encaminhamento dos pais e responsáveis à Delegacia Especializada de Defesa dos Direitos da Criança e do Adolescente (Deddica) e a abertura de Processo Administrativo Disciplinar (PAD).
“O servidor foi afastado nesta terça-feira (30 de setembro) para o andamento dos processos internos. O IFMT manterá o apoio às famílias e conduzirá a investigação interna, sob responsabilidade da Corregedoria, para apuração detalhada dos fatos”, diz trecho da nota.
Segunda denúncia envolvendo o mesmo professor
Em 2014, o mesmo professor foi denunciado por assédio sexual supostamente cometido contra outras duas alunas, sendo alvo de PAD no ano seguinte, mas o processo foi arquivado “por ausência de provas que sustentassem as acusações contra o docente”.
Questionada sobre a suposta reincidência do docente, a assessoria do IFMT afirmou que, diante das novas denúncias, uma nova investigação foi formalmente instaurada na terça e que o servidor será chamado “para sua ampla defesa, conforme assegura a legislação vigente”.
“O Instituto ressalta que vem intensificando, desde 2024, ações permanentes de orientação e esclarecimento voltadas a servidores e estudantes de todas as unidades sobre prevenção e enfrentamento a situações de assédio. Paralelamente, tem reforçado a divulgação dos canais institucionais de denúncia, como a Coordenação de Assistência Estudantil (CAE), responsável pelo acolhimento dos estudantes, e a plataforma Fala.BR, destinada ao registro formal de manifestações e denúncias”, apontou o instituto.
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