Primeira-dama tem a defesa da mulher como propósito de candidatura

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A primeira-dama de Mato Grosso, Virgínia Mendes, disse que terá como principal bandeira a defesa das mulheres contra o feminicídio, caso decida disputar eleições este ano. Ela cobrou penas mais duras e a mobilização da sociedade para sensibilizar o Congresso. Vírginia é cotada para disputar uma cadeira como deputada federal e garantiu definição de candidatura até a próxima terça-feira (31).

“Se eu decidir ir [para a disputa eleitoral], a minha grande causa vai ser em defesa das mulheres, porque eu acho que o Brasil precisa e essa lei só pode ser mudada em Brasília. Se a gente pudesse, o Estado, criar uma lei nós já teríamos criado. Mas depende do governo federal, depende do presidente que lá está, depende dos senadores, depende dos deputados”, afirmou.

“Eu entendo que hoje a gente enxuga gelo. A polícia faz seu trabalho, mas logo eles estão na rua. E aí a próxima vítima a gente nem sabe quem é. Pode ser você, pode ser eu, pode ser qualquer uma de nós, infelizmente”, acrescentou.

 

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Para a primeira-dama, o pacote antifeminicído aprovado pelo Congresso foi um avanço, mas ainda é pouco diante da brutalidade dos crimes que são cometidos. Virginia criticou as brechas na legislação que permitem que condenados por crimes graves consigam reverter ou diminuir o tempo de prisão em regime fechado.

“A senadora Margareth criou uma lei também muito boa para o nosso estado, para o Brasil. Mas eu acho que 40 anos para quem tira a vida de alguém é muito pouco. É a minha opinião. […] Dentro desses 40 anos vai terminar tendo uma brechinha por bom comportamento, de repente uma doença psicológica e aí algum médico que dá um laudo, aí vai para casa. A gente sabe como funciona no Brasil. Acho que a gente precisa de uma lei mais rigorosa ainda”, defendeu.

Para a primeira-dama é preciso que os criminosos tenham medo da legislação para coibir os feminicídios.

“Enquanto tiver leis frouxas – o Brasil tem leis frouxas -, enquanto existirem essas leis frouxas e não tivermos uma lei realmente rigorosa que eles [assassinos] possam temer, porque hoje eles não têm medo porque sabem que prende e solta, então a gente fica enxugando gelo”, disse.

Link da Matéria – via Gazeta Digital

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