Presos juram inocência e um cita empréstimo de acesso; 3 em silêncio

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Alvos da Operação Sepulcro Caiado, advogados e empresários, optaram por ficar em silêncio e/ou garantir que não têm qualquer relação com o suposto esquema de desvio de recursos da Conta Única do Tribunal de Justiça. Caso é investigado pela Polícia Civil, mas pode ir para as mãos da PF porque o STJ determinou a subida do processo em razão da suposta ligação direta de suspeitos com magistrados.

O apurou que o ex-procurador de Poconé Wagner Vasconcelos de Moraes e os advogados João Miguel da Costa Neto e Themis Lessa da Silva preferiram não responder aos questionamentos feitos pelo delegado Pablo Carneiro, titular da Delegacia de Estelionatos de Cuiabá, que é o responsável pelas investigações.

O empresário João Gustavo Ricci Volpato – suspeito de liderar o esquema -, por sua vez, anexou aos autos uma carta escrita à mão em que afirma ser o único gestor das empresas Labor Fomento Mercantil Ltda e Rv Empresa de Cobrança Ltda, salientando que sua mãe, Luiza Rios Ricci Volpato, e seu irmão, Augusto Frederico Ricci Volpato, não “tinham domínio da administração das mesmas”.

Já sobre as acusações, o empresário não quis prestar interrogatório. Conforme o apurou, Luiza e Augusto, ao serem ouvidos, alegaram justamente não participar da administração da empresa e que, portanto, não têm conhecimento de nada. Agora, a polícia tenta aprofundar as investigações para saber se de fato tiveram os nomes usados ou não. Luiza chegou a ser presa, mas foi solta na audiência de custódia.

PJC/MT

Dinheiro apreendido durante a  Operação Sepulcro Caiado

Casada com Wagner, a advogada Melissa Franca Praeiro Vasconcelos de Moraes, que foi solta na audiência de custódia por estar grávida, teria alegado que, embora assine algumas procurações por ser sócia do marido, não atua nos processos em que teriam ocorrido as fraudes.

O advogado Rodrigo Marinho , que pediu afastamento dos cargos de conselheiro e membro do Tribunal de Defesa das Prerrogativas da OAB-MT, disse à Polícia Civil que teria deixado o token [acesso] com um dos investigados. Situação será apurada pela investigação que tende a ter desdobramentos.

Já os juristas Denise Alonso e Régis Poderoso de Souza foram interrogados em Marília, no interior de São Paulo. 

Operação Sepulcro Caiado

De acordo com as investigações, o grupo supostamente ajuizava ações de execução, com documentos falsos, enquanto advogados que participariam do esquema atuavam como representante da parte autora ou das vítimas, utilizando procurações forjadas. 

Enquanto isso, servidores do TJMT criariam planilhas falsas simulando depósitos na Conta Única, permitindo a obtenção fraudulenta dos alvarás judiciais para levantar os valores. O suposto esquema também envolvia ainda a apresentação de comprovantes de pagamento forjados. A expectativa é que novas fases da operação sejam deflagradas.

Após a açã, o TJ e a OAB informaram a abertura de procedimentos disciplinares. No âmbito do POder Judiciário também é realizado um pente fino para tentar descobrir se há outras fraudes envolvendo a Conta Única.  

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Link da Matéria – via RD News

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