Presidente precisa “tomar pé dessa situação”, diz Hugo sobre IOF

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O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), defendeu nesta quinta-feira (29) que o presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), precisa entrar na negociação sobre o aumento do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF), anunciado pelo governo federal na última semana. Bruno Spada/Câmara dos Deputados

 

“O presidente da República ontem estava em viagem, hoje me parece que já está em viagem novamente. Então, o presidente precisa tomar pé dessa situação para que, a partir daí, o governo possa apresentar essas alternativas”, disse durante coletiva de imprensa.

Hugo afirmou que, em reunião com o ministro da Fazenda esclareceu, “de maneira muito precisa e pontual”, que se o governo optar por manter o aumento do IOF, o Congresso Nacional tem como alternativa pautar um Projeto de Decreto Legislativo (PDL) para sustar a medida federal.

“Da mesma forma que o governo nos garantiu que pode dar uma alternativa, governo também pode, depois desses dez dias, decidir que essa decisão está mantida do IOF, e isso também foi deixado claro pelo ministro da Fazenda. Nós também deixamos claro que a nossa alternativa pode ser, sim, pautar o PDL, sustando a decisão do governo. Isso foi dito de uma maneira muito precisa e pontual ao ministro Haddad”, relatou.

Na coletiva, o presidente da Câmara sustentou que a política de isenção fiscal “está no limite do que o país sustenta”.

“Quando esse limite é atingido, nós temos que rever o que foi feito. É isso que eu penso que a Câmara, o Congresso, poderão dar de contribuição não ao governo do presidente Lula, mas ao país, porque a situação está se tornando ingovernável. Quem quer que venha a ser o presidente da República no outro mandato, com certeza encontrará um país com o orçamento cada vez mais engessado, com menos discricionariedade e cada vez mais nós vamos empurrando para frente essa decisão.”

Segundo Hugo, talvez “tenha chegado a hora” de enfrentar essa situação e “colocar o dedo na ferida”.

“É isso que nós estamos nos dispondo a fazer, sabendo até que, em muitas das vezes, são medidas antipáticas que precisarão ser tomadas perante a sociedade. Mas é muito melhor um remédio amargo que resolva o problema do que termos o nosso paciente claudicando, vindo até a ter a chance de falecer”, concluiu.

Link da Matéria – via RD News

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