Presidente é contra PL de Ranalli e diz que Carnaval movimenta economia

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Rodinei Crescêncio/Rdnews

A presidente da Câmara de Cuiabá Paula Calil (PL) é contra o projeto do correligionário Rafael Ranalli (PL) que visa proibir a aplicação de recursos públicos da prefeitura na realização do Carnaval de Cuiabá. A proposta tem parecer contrário da Comissão de Constituição e Justiça , que chegou a ser levado ao plenário nesta terça (22), mas não foi votado em razão de pedido de vista.

“O Carnaval é uma festa cultural, tradicional, que envolve desde o empreendedor informal, que é a costureira, a pessoa que vende espetinho, que vende cachorro quente, então, fomenta a economia, fomenta o turismo na nossa cidade. Em vez das pessoas saírem de Cuiabá, na época do Carnaval, elas podem ficar na nossa cidade, podem vir outras pessoas para passar o Carnaval na nossa cidade, desde que a gente [prefeitura] não esteja vivendo um decreto de calamidade financeira”, opina.

 A liberal ressalta que, neste ano, diante da situação de calamidade financeira decretada pela prefeitura – que acaba em 1º de julho-, a medida se fez necessário, mas que, a partir do ano que vem, a administração pode auxiliar na realização da folia que movimenta os setores da economia, cultura e turismo.

“Nos próximos anos, eu acredito que nós não vamos [estar em crise], que Cuiabá vai ter avançado, até porque é uma gestão que zela muito do dinheiro público, que tem como meta esse ano de economizar R$ 250 milhões e isso pode ser revertido em serviços públicos municipais essenciais, como saúde, educação”, reforça, lembrando que existe um dinheiro carimbado para a pasta de Cultura e que, por isso, outras áreas essenciais não serão prejudicadas. Rodinei Crescêncio/Rdnews

Presidente da Câmara de Cuiabá Paula Calil concede entrevista à jornalista Greyce Lima no Rdtv Cast

Projeto

Caso o projeto seja aprovado e sancionado, o município ficará impedido de realizar qualquer repasse de fomento ao Carnaval e os recursos seriam empregados em outras áreas, como Saúde e Educação. A proposta tem sido duramente criticada por representantes do setor cultural e também por bares e restaurantes.

Autor do texto, Ranalli defende que a medida terá caráter temporário e que é uma oportunidade da Câmara se posicionar, não sobre o veto à festa de Carnaval, mas sim a aplicação de recursos públicos na folia. “Peço aqui é que a Câmara passe [o projeto, que tem parecer contrário], sinalize para o prefeito [Abilio Brunini] que a gente concorda [com a proibição], e aí sim, o Executivo entendendo que não, ele não sanciona, veta e proíbe por lá. Mas a Câmara eu espero que mande esse recado”, disse à imprensa.

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Link da Matéria – via RD News

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