Presidente do TCE não teme reajuste em obras do BRT e que VLT seja “página virada”

Imagem

O presidente do Tribunal de Contas do Estado (TCE-MT), conselheiro Sérgio Ricardo, disse nesta sexta-feira (7), que não teme eventual reajuste no custo das obras de implantação do BRT, modal substituto do VLT, que não teve às obras concluídas. Atualmente, o contrato com o Consórcio do BRT, firmado em R$ 463 milhões, está prestes a ser rompido, por decisão do governador Mauro Mendes (União Brasil), em meio às reclamações de atraso do andamento das obras.

Ao todo, segundo o conselheiro, foram pagos R$ 113 milhões ao consórcio, no entanto, apenas 18% das obras foram executadas. Com a iminência da realização de contratação emergencial de novas empresas,  com dispensa de licitação para continuidade das obras, Sérgio vê com naturalidade que mais recursos públicos sejam empregados no modal de transporte, desde que seja entregue à população: “Eu não vejo nenhum problema de aumentar o valor da obra, porque é assim mesmo, toda obra ela tem aumento”, reflete. Rodinei Crescêncio/Rdnews

Presidente do TCE Sérgio Ricardo acompanha processo de rescisão do contrato do governo com o consórcio do BRT

“Não vejo anormalidade em que essas próximas empresas, que forem contratadas, aumentem o custo, tudo aumenta a cada dia, então não é essa a questão. A questão agora é a seguinte, é uma emergência, tem que acabar a obra, chega, já foi longe demais. Aliás, já foi muito longe essa questão, desde o início do VLT até agora a busca pela conclusão do BRT. Eu tenho certeza que agora vai dar certo”, emendou.

A decisão de rompimento de contrato tem sido alvo de críticas, visto que o VLT possuía mais de R$ 1 bilhão já investidos, sendo necessários cerca de R$ 700 milhões para conclusão, mas houve a decisão pela troca de modal, de custo mais baixo. Agora, com a possibilidade de elevação do custo das obras do BRT, existem questionamentos se não deveria ter sido concluído as obras do VLT. 

Mas, para o presidente do TCE, não há mais motivos para se debater o VLT, argumentando que modal ficou no passado. Ele pediu ainda uma “virada de página”, pois não será mais viável a implementação do Veículo Leve sobre Trilhos. “A gente tem que ir virando páginas da história das nossas vidas, VLT já foi, acabou, não adianta a gente ficar lembrando que foi R$ 1 bilhão, quanto foi de VLT. O que acontece é que a VLT acabou, saiu do processo histórico e agora nós estamos tratando de BRT”, ressalta.

O governador era o principal entusiasta pela troca de modal, visando entregar algo mais “real” para a Baixada Cuiabana que sonhou com o VLT, estrutura que havia sido projetada para ser entregue às vésperas da Copa do Mundo de 2014, quando Cuiabá foi uma das subsedes. Mesmo com os problemas de atraso do BRT e o rompimento de contrato, o chefe do Executivo garante que tem “cartas na manga” para a conclusão.

Link da Matéria – via RD News

Seja o primeiro a comentar

Faça um comentário

Seu e-mail não será publicado.


*