Presidente do Imac critica França após polêmica da carne: “Estão desesperados”

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O presidente do Instituto Mato Grossense da Carne (Imac), Caio Penido, criticou a rusga recente criada pela França em relação à carne brasileira e afirmou que a situação mostrou um “desespero da França” e que os CEOs acham que estão “lacrando” em cima da biodiversidade.

Rodinei Crescêncio

“Mostra o desespero da França, pois são nossos concorrentes no próprio mercado interno deles. Isso vem expor essa realidade, que o agro já sabe, que eles manipulam os debates, financiam ONGs estrangeiras para vir no Brasil, interferir no debate interno, interferir nas políticas públicas, nos grupos de trabalho que estão discutindo biodiversidade, clima, produção de alimento. Boa parte dessa preocupação ambiental e climática é uma preocupação de proteger o produtor francês, o produtor europeu, a produção agropecuária francesa e a gente tem que entender, eles estão desesperados, com razão, a gente é muito mais competitivo, a nossa carne chega mais barata, com alta qualidade, com sustentabilidade, então eles, sem ter argumento, vão partir para campanhas injustas”, afirmou em entrevista ao RDTV Cast.

A polêmica toda surgiu após o CEO Alexandre Bompard afirmar que o Carrefour da França rede deixará de comercializar a carne oriunda do Mercosul, e que o Brasil não cumpre as normas sanitárias. A declaração foi feita em meio aos protestos de agricultores franceses contrários ao acordo de livre-comércio entre a União Europeia e o Mercosul e gerou forte reação no Brasil, incluindo um boicote de frigoríficos brasileiros ao Carrefour. Diante dessa reação, o CEO francês se retratou , reconhecendo a alta qualidade, o respeito às normas e o sabor da carne brasileira. 

“Temos tudo para aproveitar esse deslize desse CEO despreparado para informar melhor a população brasileira e os consumidores globais. Somos o país que tem código florestal, conserva 64% do território, tem uma produção de baixo carbono, um clima tropical, boa parte da vida do gado no pasto, quer dizer, a gente só tem vantagens em relação aos países europeus. Cada vez que eles questionam, a gente comprova nossa qualidade”, pontuou.

Segundo o presidente, o fato não surpreendeu o agro. “Essa preocupação ambiental francesa quer sempre escalar em cima da nossa biodiversidade, CEO que acham que estão lacrando em cima da biodiversidade, fazendo média com o produtor francês, e terminam mentindo, cometendo uma injustiça com o Brasil, que é a maior potência ambiental do mundo”, criticou.

Rodinei Crescêncio

A França tem pequenas colônias agrícolas, que acabam competindo com a carne brasileira, importada no país europeu. Segundo pontua Penido, a economia francesa depende dessas pessoas estarem no campo e a parte cultural francesa também, por isso acabam questionando o Brasil.

“O produtor rural francês europeu já é subsidiado, é praticamente um funcionário público, ele já recebe para produzir, porque além de garantir uma certa segurança alimentar interna, em casos como o da guerra na Ucrânia, os países ficam com medo de a situação escalar, e por isso precisam garantir essa produção de alimentos lá dentro”, disse.

Além disso, Caio citou que a União Europeia está querendo fazer uma classificação de risco, dos países que exportam produtos para a Europa, vinculando esse risco ao desmatamento, o que penalizaria o Brasil por sua biodiversidade.

“Os países que já desmataram tudo, que é o caso da maior parte dos países desenvolvidos, cresceram utilizando combustíveis fósseis, desmatando toda a biodiversidade. Eles se tornaram ricos e agora se fecharam em um “clubinho” dos países ricos, um monte de países pequenos, acostumados a controlar a política global de alimento e desenvolvimento. O Brasil vem quebrando esse “clube” fornecendo para países que não têm condições de produzir suficientemente para suprir sua demanda. O Brasil está aumentando a segurança alimentar e isso incomoda a Europa e os Estados Unidos”, argumentou.Entre na comunidade de WhatsApp do Rdnews e receba notícias em tempo real . (CLIQUE AQUI )

Link da Matéria – via RD News

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