
O presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), Max Russi (PSB), defendeu a necessidade da verba extra de 50% do salário dos deputados como gratificação pelo empenho na execução de suas funções. A bonificação foi aprovada em dezembro do ano passado , contemplando parlamentares que compõe a Mesa Diretora, líderes de bancada ou bloco parlamentar, e presidentes de comissões permanentes.
Segundo o novo presidente, outras Assembleias pelo Brasil já atuam desta maneira, enquanto Mato Grosso, implementou no fim do ano passado. Ele sustentou que os parlamentares se dedicam ao estado, visitando as 142 cidades, apresentando indicações, requerimentos, audiências públicas e fazendo cobranças.
“A Assembleia tem trabalhado bastante […] Isso que foi feito, é como uma forma daquele que se dedica um pouco mais, daquele assume uma responsabilidade maior, aquele que participa e dedica um pouco mais do seu tempo dentro das comissões, tenha a condição de ter essa bonificação, mas sempre prestando conta e dando resultados para a população”, argumentou, em entrevista nesta terça-feira (4), no Papo das 7, do Bom Dia MT.
Rodinei Crescêncio/Rdnews
O salário base dos deputados estaduais é de R$ 29, 4 mil, que será reajustado progressivamente até chegar em R$ 34,7 mil em fevereiro de 2025. Assim, a verba de representação será de aproximadamente R$ 17,3 mil. Os deputados estaduais de Mato Grosso já recebem R$ 65 mil em verba indenizatória. O valor abrange auxílio-combustível e outros benefícios.
Max alegou que cabe à população acompanhar o trabalho dos parlamentares em suas respectivas regiões, vendo, quem está produzindo um trabalho exitoso em parceria com o Governo do Estado, no avanço do desenvolvimento. Além disso, o deputado ressaltou que o Parlamento mato-grossense está seguindo o que se determina no Congresso Nacional, sem extrapolamento.
“Se a gente falar das verbas e recursos, não é um problema do Parlamento estadual. Isso, talvez, teria que mudar em Brasília, através daquilo que é o percentual, daquilo que é de direito por parte do Parlamento estadual. Nós temos uma Assembleia que abre mão de mais de R$ 200 milhões da sua receita porque não quer o indexador, aquilo que a Constituição fala que é o direito da Assembleia, para que esse recurso seja devolvido ao estado [para investimentos em infraestrutura]”, frisa.
Por fim, reforçou que Legislativo forte depende de uma valorização justa pelo trabalho desempenhado, assim como ocorre com os demais Poderes. “Se nós não valorizarmos um Poder que faz parte da democracia, que é o Poder Legislativo, nós com certeza vamos construir algo diferente do que uma democracia, então, temos que ter o Poder Executivo forte, o Poder Legislativo, presente e atuante, e o Poder Judiciário, dessa forma, em harmonia e sintonia, poder construir um estado”, concluiu.
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