Presidente cobra agilidade na retomada das obras do BRT: Vamos fiscalizar

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O presidente da Assembleia Max Russi (PSB) garante que o Parlamento irá fiscalizar e acompanhar de perto a situação das obras do BRT em Cuiabá e Várzea Grande, que seguem paralisadas. “Esperamos uma solução rápida. O que nós queremos é a obra pronta. O caminho, pelo que a gente acompanhou, o único caminho seria esse rompimento, porque a empresa já não oferecia mais condições, não estava entregando aquilo que se propôs entregar na licitação”, reflete Max, em entrevista à imprensa durante a posse do novo procurador geral de Justiça Rodrigo Fonseca, na sede das promotorias, na manhã desta sexta (7).

Max ressalta que o Legislativo está pronto para contribuir e que não criará entraves no planejamento do governo, que estuda qual será a melhor saída para retomar as obras. Segundo o governador Mauro Mendes (União), Estado aguarda a resposta do Consórcio BRT, que tem 5 dias úteis para se posicionar sobre a possibilidade de rescisão do contrato. Ele reconhece que o caminho não será fácil, mas promete resolver o quanto antes.

Entre as soluções estudadas, conforme Mauro, está a contratação emergencial de uma grande empresa ou de várias para tocar as obras da forma mais rápida possível. Todo trâmite deve ser acompanhado pelo TCE e MPE. Chefe do Paiaguás conta que, neste momento, a Sinfra realiza um estudo técnico e uma sondagem de mercado para verificar qual seria a melhor estratégia. “O que a Assembleia quer? A Assembleia quer que essa obra seja feita com o menor custo possível, mas que entregue isso logo ao cidadão, porque realmente está causando um transtorno muito grande”, frisa Max.

E, depois completa: “Se o governo vai tocar, se vai licitar, se vai contratar de forma emergencial, eu quero um sistema que seja o sistema correto, mas que seja um sistema ágil, que a obra aconteça”, frisa. Mauro, por sua vez, já descartou que o Executivo toque as obras. Chefe do Paiaguás diz que Estado não tem expertise no setor.

Rodinei Cresêncio/Rdnews

Max Russi fala sobre obras do BRT durante prosse do novo procurador geral de Justiça Rodrigo Fonseca

Max ressalta ainda que, como cidadão, tem ciência dos problemas causados pelo empreendimento e diz que espera que o empreendimento não se torne um novo VLT, que deveria ter ficado pronto para a Copa de 2014, mas nunca foi concluído. Obras permaneceram paralisadas durante governo Pedro Taques e gestão Mauro cancelou o contrato e mudou para o BRT.

Presidente da Mesa Diretora também rechaça a tese de que a Assembleia não acompanhou a situação atual, marcada por atrasos. “A Assembleia agiu, a Assembleia em todos os momentos que foi chamada, agiu. Agora, a Assembleia não pode entrar dentro da obra, fazer a obra, executar a obra”. Ele lamenta ainda a situação e lembra que a empresa que executa o BRT está há 70 anos no mercado.

Por fim, pede que o governo tome realmente as medidas, impondo multa de R$ 50 milhões ao consórcio. “O que precisa, quando acontecer isso [a rescisão], é os responsáveis serem penalizados. Por isso que eu falei, é importante a multa, importante a sanção, importante a empresa entender que o Mato Grosso tem lei, que os contratos têm que ser cumpridos. E, quando a população é prejudicada, os órgãos de controle, o Ministério Público, o Tribunal de Contas e o Poder Executivo, no caso, executam. E se não executar, a Assembleia vai estar lá para cobrar isso”.

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Link da Matéria – via RD News

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