Prefeitura quer implantar Casa do Autista e Centro de Diagnóstico em Cuiabá

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Mãe atípica, a primeira-dama e vereadora por Cuiabá Samantha Irís (PL), reconhece que o tamanho da rede municipal, para diagnóstico e acompanhamento de crianças neurodivergentes (autismo, TDHA, dislexia, entre outros) ainda é incipiente na Capital. Apesar disso, ela prospecta alguns avanços nesta área, especialmente voltadas às crianças com Transtorno do Espectro Autista (TEA).

Rodinei Crescêncio

Durante visita à sede do , onde concedeu entrevista em alusão ao Abril Azul, mês voltado à reflexão e debate do tema, sendo nesta quarta (2) Dia Mundial da Conscientização do Autismo, Samantha diz que a gestão trabalha para acelerar a viabilização da Casa do Autista, possivelmente na região do Porto; além da implementação de um centro de diagnóstico – em algum prédio da prefeitura – para auxiliar as famílias a trilhar o caminho em busca de um diagnóstico e também na obtenção de terapias necessárias para garantia do desenvolvimento da criança. A Casa do Autista deve ser viabilizada por meio de emendas parlamentares. Por enquanto, segundo a primeira-dama, o senador Wellington Fagundes (PL) destinou R$ 6 milhões. Valor não é o suficiente, mas segundo ela, já é fundamental para o começo da implementação da proposta.

“No mês do autismo, a gente tem buscado muitas coisas que não teve um começo lá atrás. E a gente está tendo que começar agora para que existam. Enquanto Câmara, eu tenho buscado procurar ações e formas de projetos para fazer com que essas ações sejam contínuas, que não seja aquela questão de encerrou o mandato, encerra a ação.  A gente quer implementar políticas que possam ser contínuas”, diz, argumentando que o número de pessoas que precisam de assistência tende a aumentar e que é necessário um planejamento a curto, médio e longo prazo.

Frisando que hoje há uma escassez de profissionais capacitados, tanto na rede pública quanto privada, Samantha diz que é desejo da gestão Abílio Brunini (PL) também promover a capacitação dos profissionais da rede. Além disso, ela ressalta que a ideia é que a Casa do Autista seja antes de tudo, um centro de diagnóstico e que, em seguida, deve ser habilitado como centro de especialidade médica. Samantha pondera que, embora tenha esse nome, local vai auxiliar pessoas outras síndromes e transtornos.

“A gente tem como prioridade a questão do próprio diagnóstico. Porque hoje é fato, a gente não tem uma rede segura, de onde a gente pode falar, olha, aqui você tem, então a gente tem alguns profissionais espalhados em algumas unidades, em algumas situações, mas a gente não consegue interligar todos eles de fato por várias questões de organização da própria saúde mesmo”, reconhece.

Nesta linha, pondera que o maior desafio é trabalhar para que, na primeira suspeita, geralmente quando criança, se tenha uma referência para buscar atendimento – assista

Mãe atípica, Samantha ressalta conhecer bem o caminho, muitas vezes tortuoso, em busca de uma resposta. Questionada sobre sua experiência pessoal, a primeira-dama conta que recebeu o primeiro alerta sobre a possibilidade de TEA quando o filho tinha apenas oito meses em razão da dificuldade alimentar dele. O diagnóstico, entretanto, só foi fechado quando ele já tinha dois anos e meio.

“Hoje é uma criança de 4 anos que, basicamente, só toma leite.  Ele nunca mastigou o alimento. Então, no primeiro momento eu descartei. Eu falei, não, tá muito cedo, não tem como se falar, né?  E eu não tinha muito entendimento também do que se tratava. Aí, como ele tem uma outra questão também, que ele nasceu com a fissura lá do palatina, às vezes a gente achava que ele não estava comendo, que ele não estava falando, por causa da cirurgia na boca”, relata, ponderando que, após ler muito e buscar profissionais, começou a jornada de mãe atípica. Ela frisa que o filho tem uma memória muito boa e é muito inteligente – veja relato

Saúde mental das mães

 A primeira-dama conta que, neste caminho, contou muito com o apoio do marido e prefeito Abilio Brunini (PL), mas reconhece que a jornada, muitas vezes, é solitária das mães. “Uma das coisas que muito me marcou, quando fui entender sobre autismo, foi ver que a estatística de casais que se separam, após um diagnóstico, por exemplo, é muito grande. Chega até 70%. Porque é uma rotina cansativa, é uma rotina estressante. E as mães são quem acabam ficando com maior parte dessa responsabilidade, quase toda a responsabilidade. E o cansaço também”, reconhece. 

Neste sentido, diz que está buscando soluções para acolher essas mães com projetos de capacitação, que lhes permitam empreender, e também ações para que sejam acolhidas e possam cuidar da sua saúde mental.

Rodinei Crescêncio

CADs

Sobre a situação das Cuidadoras de Alunos com Deficiência (CADs), Samantha diz que, atualmente, há 1,7 mil profissionais na rede e que a gestão busca uma solução para garantir melhores condições de salário, sem infringir a legislação.

Segundo ela, o empecilho se dá porque, de um lado, há o vínculo pessoal entre os alunos e as cuidadoras e, de outro, a questão da impessoalidade que a gestão deve ter. Diante do impasse, a prefeitura debate o tema com o Ministério Público.

Enquanto isso, a primeira-dama garante que a gestão busca ações que propiciem a qualificação das profissionais. Um exemplo, segundo ela, é um curso que acontece nesta sexta (4) em parceria com o Tribunal de Justiça.  Samantha diz que todas as CADS vão participar e que, infelizmente, não foi possível fazer no final de semana por causa da agenda dos profissionais. “Nós vamos trabalhar para que essas capacitações também aconteçam constantemente para que as próximas sejam em dias que não tenha aula”.Entre na comunidade de WhatsApp do Rdnews e receba notícias em tempo real . (CLIQUE AQUI )

Link da Matéria – via RD News

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