
O prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini (PL) decretou, na manhã desta quinta-feira (23), situação de emergência em relação a Saúde da Capital, devido ao aumento em 1913,3% de casos de chikungunya e 204,5% de dengue – vírus transmitidos por meio do mosquito Aedes aegypt. Segundo ele, os dados, oriundos da Vigilância Sanitária, não são absolutos, pois podem estar subnotificados.
Jacques Gosch
O gestor municipal comunicou que não tinha a intenção de decretar situação de calamidade na Saúde, porém, segundo ele, diante das questões das enchentes e vulnerabilidade de parte da população cuiabana, advindas das fortes chuvas que Cuiabá enfrentou nas últimas semanas, esse cenário é favorável para a reprodução do mosquito.
“O caso da dengue aumentou 204,5% no município de Cuiabá. Já a chikungunya é o pior. Aumentou 1913,3% aqui em Cuiabá. Esse dado, ainda a gente acredita que está subnotificado, está bem pior do que isso, porque nem todas as unidades básicas de saúde fizeram a sinalização adequada de todos os dados e os indicadores”, declarou o prefeito, que explicou que os dados são da Vigilância Sanitária e dos registros de atendimentos nas Unidades Básicas de Saúde (UBS) e das Unidades de Pronto Atendimento (UPA).
“Isso foi a informação levantada do dia 29 de dezembro de 2024 a 18 de janeiro de 2025. Considerando essas duas situações e também a identificação da circulação do vírus da Oropouche, esse vírus que também está começando a circular no nosso município. E também levando em consideração que nós já estávamos em uma situação de calamidade na área da saúde com atendimento nas UPAs superlotadas e outros casos, a gente vê um agravamento da situação na área da saúde de Cuiabá”, disse.
Terceiro decreto
Conforme publicado pelo Abilio havia dispensado a possibilidade de declarar situação de emergência na Saúde, alegando que a situação poderia ser amenizada por meio do atendimento espontâneo, sem agendamentos, nas Unidades Básicas de Saúde da Capital .
Esse é o terceiro decreto de situação de emergência do Município. O primeiro foi o de calamidade financeira da prefeitura, por problemas no fluxo de caixa, pouco depois de assumir a gestão, anteriormente ocupada pelo ex-prefeito Emanuel Pinheiro (MDB). Já o segundo decreto foi de situação de emergência , devido às chuvas.
“Colocamos recentemente a situação das cheias, e agora nós temos a obrigação, não é o meu desejo pessoal, mas o nosso dever de fazer o reconhecimento da calamidade na área da Saúde, principalmente ocasionado por causa dessa questão da dengue, chikungunya e zika. Dessa forma, eu, junto com a secretária Lucilena, respaldado pela equipe técnica da Secretaria de Saúde, estamos apresentando e decretando uma situação de emergência no âmbito da saúde pública do município de Cuiabá”, concluiu.
Cuiabá entre municípios com mais casos
Até o presente momento, Mato Grosso enfrenta a suspeita de 1.295 casos de dengue , 2 de zika e 474 de chikungunya. Na última quinta-feira (16), a Secretaria de Estado de Saúde (SES) divulgou o Informe Epidemiológico, onde apontou os municípios com o maior número de casos prováveis e Cuiabá está entre eles. Veja a lista abaixo: Sinop , com 461 suspeitas de dengue e 78 de chikungunya; Nova Mutum , com 65 suspeitas de dengue; Cuiabá , com 37 suspeitas de dengue e 19 de chikungunya; Cáceres , com 36 suspeitas de dengue e 33 de chikungunya; Pontes e Lacerda , com 29 suspeitas de dengue e 3 de chikungunya; Colíder , com 28 suspeitas de dengue; Rondonópolis , com 25 suspeitas de dengue e 95 de chikungunya; Araguaiana , com 18 suspeitas de dengue.
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