
O prefeito de Cuiabá, Emanuel Pinheiro (MDB), nomeou Giovani Valar Koch para o cargo de Gestão, Direção e Assessoramento de Coordenador Especial de Assuntos Institucionais, Símbolo. A medida publicada na Gazeta Municipal que circulou nesta quinta-feira (31).
O nomeado é servidor afastado por decisão judicial devido à investigação de envolvimento em esquema apurado na Operação Athena, deflagrada em 17 de setembro deste ano. Na época ele era diretor-geral da Empresa Cuiabana de Saúde Pública (ECSP) e teve o passaporte recolhido para evitar fuga do país.
A ação policial mirava esquema em contrato da Saúde a empresa Lume Divinum Comércio e Serviços de Informática Ltda. para monitoramento de acesso às repartições. A empresa Lume Divinum teria recebido mais de R$ 2,6 milhões da ECSP apenas em 2022. O Tribunal de Contas do Estado de Mato Grosso (TCE-MT), por exemplo, informou que não foram localizados registros do procedimento licitatório aplicado à contratação, e do contrato celebrado. Giovani é acusado de autorizar pagamentos indevidos à empresa.
Conforme o diário oficial do município, Giovani foi afastado no dia 17 de setembro das funções. Já no dia 24 deste mês, foi publicado que ato do prefeito para “exonerar do afastamento, Giovani Valar Koch, do cargo de Gestão, Direção e Assessoramento de Diretor Geral, Símbolo CGDA 1, na Empresa Cuiabana de Saúde Pública, a partir de 24/10/2024”. Agora saiu a nomeação do funcionário público.
A operação
Ao todo, foram 16 mandados de busca e apreensão, assim como sequestro de bens e afastamento de função pública de 5 servidores e também do atual diretor da Empresa Cuiabana de Saúde Pública, Giovani Koch.
Além das buscas por equipamentos eletrônicos e documentos relacionados aos crimes, foi determinado o sequestro de imóveis, veículos, o bloqueio de bens e valores no valor de mais de R$ 3,950 milhões.
Entre os alvos estão Gilmar de Souza Cardoso, ex-secretário adjunto de Gestão na Saúde de Cuiabá; Célio Rodrigues da Silva, ex-secretário de Saúde; Paulo Sérgio Barbosa Rós, ex-secretário-adjunto de Atenção Hospitalar; Eduardo Pereira Vasconcelos, ex-diretor da Empresa Cuiabana de Saúde Pública; Vinicus Gatto Cabalcantr Oliveira, ex-diretor da Empresa Cuiabana de Saúde Pública; Juarez Silveira Samaniego, presidente do Crea e atual secretário de Meio Ambiente; Nadir Ferreira Soares Camargo da Silva; Lauro José da Mata; Selberty Artênio Curinga e Rosana Lídia de Queiroz.
O esquema investigado teria ocorrido entre os anos de 2021 e 2024.

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