
O prefeito eleito de Boa Esperança do Norte Calebe Francio (MDB) corre contra o tempo para garantir que a cidade “caçula” de Mato Grosso tenha os recursos suficientes para manter os serviços prestados e continue avançando. “Nossa prioridade nesta fase de transição (nascimento da nova cidade) será a Saúde e Educação para que não sejam prejudicadas”, diz o emedebista, em entrevista ao .
Calebe ressalta que o cenário financeiro ainda é incerto, dependendo de decisões que serão tomadas em conjunto com o governo e com o TCE, mas que há uma estimativa de que o orçamento seja de aproximadamente R$ 55 milhões anuais. Destes, em torno de R$ 2,7 milhões serão destinados, a título de duodécimo, para a Câmara Municipal que terá 9 vereadores.
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O prefeito eleito pondera, entretanto, que tudo ainda está no campo da estimativa e acredita que terá uma definição melhor em relação à receita no começo de dezembro. Recém-criado, o 142º município de Mato Grosso ainda não dispõe de receita própria, por isso, necessita de recursos alocados pelo Estado para garantir orçamento. Além disso, o IBGE requereu informações ao Governo, TCE e AMM para garantir o repasse do Fundo de Participação dos Municípios (FPM) de Boa Esperança do Norte – que “nasce” oriundo de Sorriso e de Nova Ubiratã do Norte.
A sede da prefeitura, ao menos pelo período de um ano, irá funcionar em um prédio cedido gratuitamente por uma empresa pioneira da cidade. O novo prefeito ressalta que, assim, conseguirá reduzir gastos e que isso demonstra o comprometimento da comunidade local com a nova cidade. Calebe detalha que ainda que a estrutura, onde funcionava a subprefeitura, abrigar parte da estrutura administrativa municipal.
Sobre o funcionalismo, Caleb explica que cerca de 90 servidores concursados (oriundos de Sorriso e de Nova Ubiratã), que residem em Boa Esperança do Norte, devem ser transferidos, sem a perda de direitos adquiridos, para a estrutura da nova prefeitura. As questões jurídicas dessa transição ainda estão sendo tratadas. “Estamos nos baseando no que ocorreu em situações passadas como é o caso da divisão de Mato Grosso e Mato Grosso do Sul. É um caso atípico”, pondera o prefeito eleito.
A nova cidade “nasce” com três escolas municipais, uma na “sede” e outras duas nos distritos de Piratininga e Água Limpa, que ficam a 18 km e 58 km, respectivamente, da área urbana. Há ainda postos de saúde. Para garantir que os serviços essenciais continuem, Caleb busca prorrogar e aproveitar seletivos feitos por Sorriso e Nova Ubiratã (que originaram a nova cidade). “A cidade de Sorriso tem nos amparado bastante nesta transição”, frisa.
Perguntado se tem ideia do número de funcionários que a prefeitura terá, o gestor afirma que é muito cedo para prever e que as equipes ainda começam a ser montadas.
Nova gestão terá apenas sete secretarias: Administração; Finanças; Saúde; Educação; Transporte e Obras; Assistência Social; e Agricultura. “Algumas coisas não podemos parar ou retroceder”, frisa o emedebista, que ressalta, por exemplo, a vocação agrícola da região.
Perguntado se já definiu o seu secretariado, Calebe ressalta que ainda está montando e que deve anunciar nomes na próxima semana.
Eleição
Agricultor, Calebe foi eleito em outubro após obter 56,03% dos votos válidos. Ele terá como vice Jair Obregão (PL). A dupla derrotou Demétrio Cavlak (DC), candidato a prefeito, e Sandro Guarnieri (Republicanos), que disputou o cargo de vice.
Criação
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Até então, considerada Distrito de Sorriso, Boa Esperança do Norte foi criada, mas não instalada, pela Lei nº 7.264, de 29 de março de 2000. Inicialmente, a denominação era Boa Esperança, e para distinguir de município com mesmo nome existente no Paraná, acrescentou-se o termo “do Norte”, que geograficamente define a região quanto a sua localização no estado de Mato Grosso.
A criação do município foi aprovada em outubro de 2023, após o MDB ajuizar a ADPF. Uma das alegações do partido foi que, em 2000, o Tribunal de Justiça de Mato Grosso havia suspendido a Lei que criava o município.
A cidade é oriunda dos municípios de Sorriso e Nova Ubiratã, que chegou a ajuizar uma ação para tentar evitar a criação da nova cidade. O Supremo, entretanto, validou a implementação do 142º município de Mato Grosso.
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