
O prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini (PL), não descarta o rompimento de contrato com a Locar Saneamento Ambiental, empresa responsável pela coleta de lixo na Capital, diante das inúmeras e recorrentes reclamações quanto à qualidade do serviço entregue à sociedade cuiabana. Ele pontuou que “se continuar desse jeito, é um passo para o rompimento de contrato”.
Annie Souza/Rdnews
O prefeito salientou que tem seguido um rito processual, dando oportunidade para a empresa regularizar a coleta e também embasar o processo da Prefeitura para que, em caso de descumprimento da Locar, um eventual rompimento de contrato não gere multa para a administração pública.
“Eu também estou muito descontente com a coleta, a gente só está seguindo o rito processual. O que que ocorre? Se a gente não seguir o rito de procedimento para notificar empresa, ela acaba rompendo unilateralmente, dando multa e processos para a gente. Então, temos que apresentar todas as fases, até que a empresa regularize ou a gente tenha todas os parâmetros para rompimento de contrato”, explicou.
Em novembro do ano passado, a Locar venceu a licitação de contratação para serviços de coleta, transporte e descarga de lixo em Cuiabá, renovando o contrato com a Prefeitura por mais um ano, pelo valor de R$ 87 milhões, conforme resultado Pregão Eletrônico N° 037/2024.
Além de problemas recorrrentes por irregularidades nas prestações de serviços, problemas com a frota dos veículos utilizados pelos trabalhadores, e greves trabalhistas , neste ano, o gerente da empresa, Osíris Gatti, foi preso por crime ambiental .
De acordo com o boletim de ocorrência, registrado pelo Sindicato dos Trabalhadores em Limpeza Pública (Sindilimp), a empresa estaria despejando chorume – dejetos de lixo – no pátio da Locar. A assessoria da Locar chegou a negar a prisão, alegando que teria sido feito apenas uma “vistoria” no local. Gatti foi solto em audiência de custódia .
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