
O prefeito de Cuiabá Abilio Brunini (PL) condenou manifestação realizada por famílias que moram em área fruto de invasão no Contorno Leste e querem permanecer no local, que precisa ser desocupado até 27 de outubro. “Nós vamos pegar todos os vídeos de pessoas queimando pneu, de pessoas vandalizando as vias públicas, porque quando você queima o pneu, você danifica o asfalto, você danifica a via pública. Todos os vídeos de pessoas que estiverem fazendo essas atitudes, essas pessoas não estarão na lista das pessoas beneficiadas no novo lote urbanizado que nós vamos fazer. Nós não vamos ceder essas novas áreas para pessoas vândalos, não faremos isso”, disparou, durante entrevista à imprensa, na manhã desta terça-feira (30), na Câmara de Cuiabá.
Nesta segunda-feira (29) à noite, – munidos com faixas e cartazes com frases como “Regularização já para as famílias do Contorno Leste” – manifestantes chegaram a interditar uma via, com registros de fogo nos dois lados da pista .
Reprodução
O prefeito garante que a administração municipal tem buscado solucionar a vida das pessoas que serão desalojadas, mas ressalta que tudo é feito dentro das possibilidades e limites que a situação impõe. Abilio frisa ainda que está aberto ao diálogo com todos, mas que não admite uso de vandalismo em protesto e que ruas sejam trancadas.
“Eu acredito que eu sempre estou disponível, sempre que eles vêm aqui, eu estou disponível. Se me marcar para ir lá conversar com eles, eu estou disponível. Agora, o que eu não vou aceitar é vandalismo em via pública. Qualquer bairro da cidade de Cuiabá, qualquer bairro que colocar queima de pneu, que colocar as coisas para travar, esquece, eu não vou lá. Não vou”, assevera.
Abilio também afirma que não adianta os moradores pedirem para não deixar a área, que é privada, porque a desocupação irá acontecer em razão de determinação judicial. Por outro lado, ele volta a garantir que a Prefeitura busca uma saída para que as pessoas sejam realocadas.
Segundo ele, a administração está formatando uma nova política social para atender as pessoas, que estão em condição de vulnerabilidade, para que não fiquem desasistidas. “Nós queremos fazer isso para a maioria da população. Agora, não vai ser dessa forma. Não vai ser queimando pneu, atacando jornalista, desrespeitando as pessoas. Não vai ser dessa forma que a gente vai conduzir esse processo de ajudar as pessoas a terem um lugar para morar”, finaliza.
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