
Apesar da possibilidade do Wellington Fagundes (PL) ser candidato ao Governo do Estado e em caso de vitória, herdar a cadeira no Senado, o ex-chefe da Casa Civil Mauro Carvalho garante que pretende é seguir no grupo que tem o governador Mauro Mendes (União Brasil) e o vice Otaviano Pivetta (Republicanos) como principais nomes para a disputa eleitoral em 2026. Segundo ele, que é presidente do Partido Renovação Democrática (PRD), o posicionamento é demonstra “coerência política” já que é aliados desde a eleição de 2010 e chegou a coordenar suas campanhas.
Gabriel Rodrigues
Em 2026, Mauro Mendes deve renunciar em abril para disputar o Senado. Já Pivetta tem se articulado para concorrer a governador.
“Em 2022 nós fizemos uma aliança [com Wellington Fagundes], não fizemos um casamento. E eu fui o elo dessa aliança do governador com o senador Wellington [como primeiro suplente]”, pontuou Mauro Carvalho, durante encontro do PRD, realizado nessa terça-feira (25), em Cuiabá.
“Agora, o meu grupo político sempre foi de Mauro Mendes e Otaviano Pivetta. Desde 2010, quando eles foram candidatos a governador do Estado, então mesmo sendo o maior beneficiado com uma eventual vitória de Wellington Fagundes, onde assumiria quatro anos no Senado, tenho que manter minha coerência política. E minha coerência política é manter junto com grupo que estou há muitos anos ao lado caminhando para desenvolvimento do estado de Mato Grosso”, completou.
Para se reforçar, o PRD tem convidado lideranças políticas para aderir ao partido. Um deles é o deputado estadual Dilmar Dal Bosco (União Brasil), que inclusive esteve presente no evento partidário.
“Fizemos convite para o deputado Dilmar Dal Bosco. Acredito que Dilmar deve vir sim para o PRD, mas é uma decisão dele. O convite foi feito, a porta está aberta para ele. Mas é uma decisão que ele vai tomar, também com o União Brasil se vai liberar ou não”, pontuou Mauro Carvalho.
Além disso, destacou que outros três deputados também estão dialogando para se filiar à legenda, assim como secretários de Estado. No entanto, os nomes ainda são mantidos em sigilo.
“Estamos tratando isso de uma forma bem discreta e no momento oportuno até para que a gente não tome nenhuma decisão precipitada e também para respeitar as pessoas que marcham com a gente desde o início, na eleição passada”, concluiu.

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