
O presidente do Sindicato do Comércio Varejista de Derivados de Petróleo do Estado de Mato Grosso (Sindipetróleo), Kaká Alves, afirmou que os recentes aumentos no preço dos combustíveis nas bombas não são definidos pelos postos revendedores. Segundo ele, o setor não pode ser tratado como responsável direto pela alta.
Rodinei Crescêncio/Rdnews
De acordo com o presidente, mesmo sem anúncio oficial de reajuste, a Petrobras comercializou diesel recentemente com valores de até R$ 2,63 por litro acima da referência, o que impacta toda a cadeia de abastecimento.
Kaká explica que esses custos são repassados pelas distribuidoras e acabam chegando ao consumidor final. “É importante deixar claro que o posto não compra diretamente da Petrobras, mas sim das distribuidoras, e não tem controle sobre esses aumentos”, destacou.
O sindicato também aponta que o setor enfrenta dificuldades no abastecimento. Há relatos de restrições na venda de combustíveis, principalmente para postos de bandeira branca, além de preços elevados que, em alguns casos, inviabilizam a compra e podem causar falta de produto.
Para a entidade, embora o mercado de combustíveis seja livre, o cenário atual é de forte pressão de custos em toda a cadeia, o que acaba recaindo sobre o elo final: o posto revendedor.
“Os revendedores não podem ser responsabilizados por fatores externos, como decisões comerciais da cadeia produtiva ou instabilidades no cenário internacional”, reforçou Kaká.
O sindicato também defende mais equilíbrio na atuação dos órgãos de defesa do consumidor, destacando que a fiscalização deve alcançar todos os elos da cadeia, e não apenas os postos, que estão na linha de frente com o consumidor.
Por fim, o Sindipetróleo afirma que segue à disposição para dialogar com autoridades e com a sociedade, mas ressalta que não aceitará que os revendedores sejam responsabilizados por uma situação que não está sob seu controle.Entre na comunidade de WhatsApp do Rdnews e receba notícias em tempo real . (CLIQUE AQUI )

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