
A capitã do Corpo de Bombeiros, Izadora Ledur de Souza Dechamps, acusada de torturar o aluno soldado Maurício Junior dos Santos , durante um treinamento na Lagoa Trevisan em 2016, foi absolvida da acusação pela maioria dos votos dos juízes militares, durante audiência de instrução nesta sexta-feira (07). Rodinei Crescêncio
Capitão Izadora Ledur
Ao , a Corregedoria-Geral da Justiça informou que o juiz Moacir Rogério Tortato, da 11ª Vara Criminal de Cuiabá Especializada da Justiça Militar, votou pela condenação de Ledur, entretanto foi vencido pelos votos contrários dos cinco juízes militares, que alegaram “insuficiência de provas”, sendo eles:
Tenente-coronel PM, Edylson Figueiredo Pintel; Tenente-coronel PM, Otoniel Goncalves Pinto; Capitão PM, Heryk Henryk de Deus Pereira; Capitão PM, Lucas Andreo; Capitão PM, Lucas Andreo.
“Proclamo então a absolvição da hoje capitã Izadora Ledur de Souza Dechamps, por maioria dos votos, ficando o voto deste magistrado vencido”, concluiu Tortato.
Caso Maurício
Maurício participou do 15º Curso de Formação do Corpo de Bombeiros e foi testemunha no processo sobre a morte do aluno soldado Rodrigo Claro. Na ação sobre Rodrigo, Ledur era acusada de tortura, mas o crime foi desclassificado para maus-tratos e a militar foi condenada a pena privativa de liberdade de um ano , em regime aberto, sem perda da função.
O processo de Maurício também é sobre maus-tratos. Em seu depoimento como testemunha o ex-aluno disse que sofreu tortura e abusos por parte da tenente. Ele disse que Ledur fez seu pelotão iniciar o treino na água quando todos estavam exaustos. Maurício precisou de ajuda, pois sentiu cãimbra. Segundo o ex-aluno, a tenente então teria começado a ser mais dura com ele e começou a afogá-lo. Os afogamentos teriam continuado até que Maurício foi levado ao hospital.
O aluno disse que desistiu pois foi coagido, lhe disseram que as fases seguintes seriam mais dura e, como ele apresentou dificuldades, poderiam focar mais nele. O rapaz relatou que precisou de tratamento psicológico após o trauma sofrido.
Denúncia do MP
A denúncia contra Ledur foi oferecida pelo Ministério Público do Estado de Mato Grosso (MPMT) e recebida pela Justiça no dia 3 de fevereiro. Na ocasião o magistrado considerou que havia nos autos material “probatório mínimo e potencialmente apto para que haja persecução penal”.
À época, o MP também imputou a Ledur ato de improbidade administrativa e solicitou o envio do processo ao Núcleo das Promotorias de Justiça de Defesa do Patrimônio Público e da Probidade Administrativa de Cuiabá.
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