Políticos se solidarizam com prefeita chamada de “cachorra viciada” – veja

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A fala do  vereador Gilson da Agricultura (União Brasil), de Pedra Preta (a 243 km de Cuiabá), que gerou polêmica em todo o estado após se referir à prefeita Iraci Ferreira (PSDB) como “cachorra viciada” , enquanto defendia investimentos para assentamentos da região, repercutiu  negativamente na classe política. Diversas lideranças se manifestaram repudiando a postura do parlamentar.

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O chefe da Casa Civil Fabio Garcia (União Brasil) classificou a fala do vereador como “inadmissível”. Além disso, afirmou que Gilson da Agricultura cometeu “crime” de violência política de gênero contra a prefeita Iraci e pediu que a Comissão de Ética da Câmara de Pedra Preta entre em ação.

  “A política exige respeito, justiça e responsabilidade. Vereador que ofende, agride e desrespeita mulheres não cumpre seu papel e deve responder por isso. A Comissão de Ética da Câmara precisa agir com firmeza. Lugar de representante do povo não é propagando machismo, mas construindo uma sociedade justa, sem violência e sem desrespeito”, postou.

Já o deputado estadual Carlos Avallone, correligionário de Iraci no PSDB, se disse “chocado” com o ataque contra a prefeita. Segundo ele, a Procuradoria da Mulher da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) vai adotar as providências cabíveis.

“Esse tipo de fala não pode ser tolerado na política, nem em lugar nenhum. É machismo, é preconceito e é violência contra a mulher. A Procuradoria da Mulher da Assembleia Legislativa, junto aos deputados Janaina Riva e Valdir Barranco, tomaremos todas as providências para que esse vereador seja punido exemplarmente. Não aceitaremos retrocessos nem agressões contra as mulheres. Meu repúdio é firme e absoluto a essa atitude”, disse Avallone.

As deputadas federais Coronel Fernanda e (PL) e Gisela Simona (União Brasil) também se manifestaram. Ambas denunciaram violência política de gênero e exigiram retratação por parte do vereador Gilson da Agricultura.

Presidente da Procuradoria da Mulher da ALMT, a deputada estadual  Janaina Riva (MDB) defendeu que o caso seja levado ao Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso (TRE-MT) para a perda do mandato, pois no seu entendimento é um claro exemplo de violência política de gênero contra uma prefeita que merece respeito, pois foi eleita pelo voto popular.

 A primeira-dama do Estado, Virginia Mendes, presidente do União Brasil Mulher, também usou as redes sociais para repudiar a postura do vereador, que foi repreendido pelo partido por meio de nota. O União Brasil considerou a fala inadmissível e pontuou que a violência política de gênero é uma afronta à democracia.

Declaração polêmica

 A prefeita enviou um projeto de lei para realocar recursos. Ao se manifestar, o vereador Gilson da Agricultura disse que durante a campanha eleitoral todos correm atrás do voto dos assentados, mas durante mandato acabam se esquecendo. Ele estendeu a mesma comparação a deputados que retornam às urnas em 2026, mas que só devem procurar os vereadores para serem cabos eleitorais.

“Tem que tomar vergonha na cara e não ficar fazendo na época de política, que nem cachorra viciada dentro dos assentamentos pedindo votos. Meu vocabulário é esse mesmo. Você acha que é fácil vereador de primeiro mandato que nem eu conseguir emenda com deputado? Não é fácil, porque R$ 750 mil ele divide em 5 cidades. Tem muito mais voto, mas pode ter certeza, ano que vem está igual cachorra viciada atrás dos vereadores de primeiro mandato para pedir apoio para eles”, disparou Gilson da Agricultura enquanto usava a tribuna durante sessão ordinária da última segunda-feira (25). 

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Link da Matéria – via RD News

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