Policial militar é condenado a 58 de prisão após atirar e matar dois jovens em show sertanejo de 2022

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O policial militar Leandro Henrique Pereira foi condenado a 58 anos e 4 meses de prisão em regime fechado. Segundo a acusação, ele abriu fogo durante um show sertanejo lotado em Piracicaba, no interior de São Paulo. O ataque deixou dois jovens mortos e outras três pessoas feridas, provocando pânico entre milhares de pessoas presentes no evento.

 

O crime aconteceu na madrugada de 20 de novembro de 2022, durante uma apresentação da dupla Hugo e Guilherme. Segundo o processo, o PM, que estava de folga e armado com uma pistola Glock calibre 40, se envolveu em uma discussão no meio do público.

 

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Durante a confusão, um amigo do policial chegou a imobilizar um homem com o golpe conhecido como mata-leão. Ao tentar intervir na briga, o policial efetuou vários tiros em meio à multidão, atingindo diferentes pessoas.

 

O jovem Leonardo Victor Cardoso acabou sendo alvo dos disparos e morreu no local. A estudante Heloise Magalhães Capatto, também baleada, não resistiu aos ferimentos.

Outras três vítimas — Lucas Toniolo Pereira, Gustavo Henrique Togni e Letícia Sassiente de Oliveira — foram atingidas, mas sobreviveram.

 

Na sentença, o juiz destacou que o policial tinha treinamento para uso de arma de fogo e deveria ter agido com cautela, especialmente em um ambiente com grande aglomeração de pessoas. Segundo a decisão, os disparos em meio à multidão geraram pânico generalizado e colocaram inúmeras pessoas em risco.

Após o julgamento pelo Tribunal do Júri, o magistrado determinou a execução imediata da pena, com cumprimento inicial em regime fechado.

 

A defesa de Leandro Henrique Pereira, formada pelos advogados Mauro Ribas, Renato Soares, Renan Canto e Cláudio Dalledone, informou que irá recorrer da condenação imposta pelo Tribunal do Júri.

Segundo os advogados, existem questões processuais relevantes que serão levadas ao Tribunal de Justiça e que, na avaliação da defesa, podem configurar nulidades no julgamento.

 

Entre os pontos citados está uma manifestação ocorrida dentro do plenário, quando cerca de 20 familiares das vítimas permaneceram no local usando camisetas com dizeres de “justiça”, situação que, segundo a defesa, poderia ter influenciado os jurados.

 

Os advogados também questionam a utilização do silêncio do réu em seu prejuízo durante o julgamento.

 

No mérito, a defesa afirma que irá contestar os fundamentos da condenação e sustenta que há testemunhas que presenciaram o momento em que o policial teria sido agredido antes de efetuar os disparos.

 

Por fim, os advogados afirmam que também irão discutir a dosimetria da pena, que, na avaliação da defesa, foi exagerada.

Link da Matéria – via Gazeta Digital

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