Polícia não encontra candidato, mas apreende armas e munições na casa

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Candidato a vereador em Rondonópolis, o advogado criminalista Ary Campos, 35, é um dos alvos da Operação Infiltrados. Policiais da Delegacia de Roubos e Furtos (Derf) fizeram buscas na casa dele, no escritório e em uma loja, que ficam no mesmo local. Lá foram apreendidas uma arma e munições.

 

Conforme as informações apuradas pelo , as buscas foram acompanhadas pelo presidente da Ordem dos Advogados de Mato Grosso (OAB-MT), seccional Rondonópolis, Bruno de Castro Silveira. Investigadores precisaram arrombar o portão da casa para ter acesso ao local.

 

Ary não estava, mas as equipes conseguiram apreender computadores e celulares. Também encontraram uma pistola calibre .380, 3 carregadores e 35 munições do mesmo calibre, entre elas, 13 intactas e 22 deflagradas.

 

Segundo a Polícia Civil, foram decretados 26 mandados de prisão preventiva, 34 de busca e apreensão, além de 13 cautelares diversas contra 43 pessoas investigadas na operação da Derf, que apura crimes de tráfico, associação ao tráfico, integrar organização criminosa e lavagem de dinheiro.

 

Além do candidato Ary, um dos alvos é a Associação dos Familiares e Amigos de Recuperandos de Rondonópolis (AFAR). Investigação apontou que a associação foi usada para lavar dinheiro e realizar eventos e assistencialismo em benefício de uma facção criminosa e do candidato.

 

Investigação

A equipe da Derf Rondonópolis apurou elementos probatórios que demonstram a atuação do grupo, desde 2021, em uma estrutura de organização criminosa responsável pelo monopólio da venda de drogas na região da Vila Operária, que engloba outros 20 bairros, uma área bastante populosa da cidade. Além do tráfico, o mesmo grupo organizou rifas, bingos e torneios de futebol para arrecadação de valores destinados à facção criminosa.

 

A partir dos levantamentos realizados em ações cotidianas contra o tráfico de drogas, a equipe da delegacia especializada identificou os membros do grupo, alguns deles já estavam detidos por outros crimes em unidades prisionais do Estado. O grupo tem como líderes dois irmãos, cuja família também teve outros membros identificados como participantes das atividades criminosas, que já foram alvos das Operações Reditus e Rouge da Polícia Civil.

“As investigações apontam que se trata de um grupo criminoso organizado, que age mediante a imposição de violência (até mesmo contra seus próprios integrantes), mediante o domínio exclusivo no tráfico de drogas na região da Vila Operária, afrontando o estado de democrático de direito”, apontou o delegado Fábio Nahas, da Derf de Rondonópolis.

 

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