
Montagem/Rdnews
A Polícia Civil deflagrou, nesta sexta-feira (27), a Operação Infiltrados , que investiga uma organização criminosa envolvida no tráfico de entorpecentes em 21 bairros de Rondonópolis (a 212 km de Cuiabá). Entre os alvos, está o advogado e candidato a vereador pelo município, Ary Campos (PT).
Segundo a Polícia Civil, a suspeita é de que a candidatura de Ary seja financiada pela facção criminosa. Por estar a menos de 15 dias das eleições municipais, nenhum candidato pode ser preso. Por conta disso, Ary iria usar tornozeleira eletrônica. No entanto, ele não foi localizado pela Polícia nesta sexta e é procurado pelas autoridades.
Agora, caso ele não se apresente até o fim do pleito, o delegado Santiago Sanches, titular da Derf Rondonópolis, deve pedir a prisão preventiva do candidato. “Ele não é condenado a nada ainda, ele é um investigado. Caso ele não se apresente, será estudada a possibilidade de pedir a prisão preventiva dele”, frisa o delegado – veja vídeo
Ary também foi candidato a deputado federal em 2022.
Operação
Foram decretados, pelo Núcleo de Inquéritos Policiais de Cuiabá, 26 mandados de prisão preventiva, 34 mandados de busca e apreensão e 13 medidas cautelares diversas contra 43 pessoas investigadas no inquérito instaurado pela Delegacia Especializada de Roubos e Furtos (Derf) de Rondonópolis.
A investigação apura os crimes de tráfico ilícito de drogas, associação para o tráfico ilícito de drogas, integrar organização criminosa e lavagem de capitais. Os mandados judiciais são cumpridos nas cidades de Água Boa, Barra do Garças, Campinápolis, Guiratinga, Lucas do Rio Verde, Pedra Preta e Rondonópolis.
Entre os alvos está a Associação dos Familiares e Amigos de Recuperandos de Rondonópolis (AFAR). A investigação apurou que a associação foi utilizada para lavagem de dinheiro e realização de eventos e assistencialismo em benefício de uma facção criminosa.
A equipe da Derf Rondonópolis apurou elementos probatórios que demonstram a atuação do grupo, desde 2021, em uma estrutura de organização criminosa responsável pelo monopólio da venda de drogas na região da Vila Operária, que engloba outros 20 bairros, uma área bastante populosa da cidade. Além do tráfico, o mesmo grupo organizou rifas, bingos e torneios de futebol para arrecadação de valores destinados à facção criminosa.
A partir dos levantamentos realizados em ações cotidianas contra o tráfico de drogas, a equipe da delegacia especializada identificou os membros do grupo, alguns deles já estavam detidos por outros crimes em unidades prisionais do Estado. O grupo tem como líderes dois irmãos, cuja família também teve outros membros identificados como participantes das atividades criminosas, que já foram alvos das Operações Reditus e Rouge da Polícia Civil.
“As investigações apontam que se trata de um grupo criminoso organizado, que age mediante a imposição de violência (até mesmo contra seus próprios integrantes), mediante o domínio exclusivo no tráfico de drogas na região da Vila Operária, afrontando o estado de democrático de direito”, apontou o delegado Fábio Nahas, da Derf de Rondonópolis.
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