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Em depoimento prestado na Delegacia Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) de Cuiabá nessa segunda-feira (22), o policial militar Raylton Duarte Mourão alegou que deixou a “agonia vencer” e que está “muito arrependido” de ter matado a personal trainer Rozeli da Costa Sousa Nunes a tiros. Ele confessou o crime ao delegado Bruno Abreu Magalhães. A execução ocorreu no dia 11 de setembro em Várzea Grande.
O teve acesso a um trecho do depoimento do PM nesta quarta-feira (24). No vídeo, o policial é questionado pelo delegado Bruno Abreu Magalhães se sabia se Rozeli tinha dois filhos. O PM responde que não sabia que a vítima era mãe e só soube após o crime.
“Eu não sabia que ela tinha filho não…fiquei sabendo depois”, responde. Na sequência, o delegado questiona a idade dos filhos de Raylton, que pede para ‘não ser torturado’. “Doutor, pelo amor de Deus, doutor, não me tortura, não. Eu tenho um filho de 4 anos e um de 1 ano e 4 meses”, conta o policial.
Em seguida, ele é indagado pelo delegado que se soubesse que a vítima tinha filhos, não teria cometido o crime. Raylton afirma ter acordado com uma “agonia” e que se arrepende de ter matado a personal, mas não soube responder se o destino da vítima seria outro se ele soubesse que ela tinha filhos.
“Doutor, eu não sei, porque foi um negócio, assim, de… Eu não sei se o senhor já teve a sensação de acordar e ficar com agonia, com… E deixei aquilo me vencer. Eu não sei explicar para o senhor se eu soubesse se… Porque foi um negócio, assim, incontrolável, incontrolável. Eu queria hoje poder voltar atrás, sabe? E não fazer isso. Estou muito arrependido”, completa.
Como já publicado pelo , em outra parte do depoimento, Raylton revelou que se tivesse conversado com a esposa, Aline Valandro Kounz, não teria matado a personal. “Ele conta que, se tivesse conversado com a esposa antes, talvez ele não teria feito isso. Disse que foi uma besteira não ter conversado com a esposa, pois ela não deixaria ele fazer isso, que seria até coisa de separação, porque, em tese, ela não aceitaria uma situação dessa”, afirma o delegado Bruno Abreu.
O crime
Rozeli foi morta no dia 11 de setembro, no bairro Canelas, em Várzea Grande. A vítima estava dentro do próprio carro, a caminho do trabalho.
Câmeras de segurança registraram o momento em que ela foi seguida por dois suspeitos em uma moto, posteriormente foi baleada com o carro ainda em movimento.
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