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Durante interrogatório, na Delegacia Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) de Cuiabá nessa segunda-feira (22), o policial militar Raylton Duarte Mourão alegou que se tivesse conversado com a esposa, Aline Valandro Kounz , não teria matado a personal trainer Rozeli da Costa Souza Nunes a tiros. A informação foi revelada pelo delegado Bruno Abreu Magalhães nesta terça-feira (23) durante coletiva de imprensa . O crime aconteceu no dia 11 de setembro em Várzea Grande.
Raylton estava com mandado de prisão temporária em aberto e se entregou no 1º Batalhão Polícia Militar, na tarde de domingo (21), em Cuiabá. Segundo o delegado Bruno Abreu, no interrogatório, o PM eximiu a esposa e disse que ela não sabia do crime. “Ele disse que ela não tem nenhuma participação no crime. O que nós temos é que, segundo o policial, quando ele descobriu a busca, ele não sabia se era busca ou prisão, na cabeça dele era prisão, porque na cabeça dele, em dois dias, a gente tinha descoberto o crime”, afirma.
“Ele conta que, se tivesse conversado com a esposa antes, talvez ele não teria feito isso. Disse que foi uma besteira não ter conversado com a esposa, pois ela não deixaria ele fazer isso, que seria até coisa de separação, porque, em tese, ela não aceitaria uma situação dessa”, completa o delegado.
Ainda conforme Bruno Abreu, no interrogatório, Raylton se mostrou arrependido de ter cometido o crime, mas que isso é uma ‘loucura com empatia’. “Se mostrou arrependido no sentido de que ele matou uma esposa, mãe de dois filhos e teria se perguntado se fizessem isso com a esposa dele. Uma espécie de loucura com empatia ao mesmo tempo”.
Como já informado pelo , o advogado Marciano Xavier, que faz a defesa de Raylton, alegou que Aline fugiu por ter ficado assustada com a repercussão do caso. “Imagina vocês, sob pressão, uma pessoa que nunca passou por isso e o esposo envolvido numa situação dessa. Uma mãe de duas crianças, inclusive uma de 10 anos de idade. Qual é a posição que cada um tomaria? Ela simplesmente saiu por desespero, não porque tem culpa em alguma coisa, ela não tem”, salienta.
De acordo com o delegado, Raylton ligou para a esposa dizendo que teria feito uma besteira e era melhor ela se esconder. “Ele ligou para ela informando: Olha, fiz uma besteira, acredite em mim, sai daí da farmácia e depois eu te explico. E ela abandonou o trabalho, não voltou mais. Foi isso”.
Aline Valando Kounz vai passar por audiência de custódia ainda nesta terça-feira (23).
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