
Um policial militar aposentado foi preso pela Polícia Federal, nesta sexta-feira (03), por obstrução da justiça, durante cumprimento de mandados de busca e apreensão em mais uma fase da Operação Sisamnes, que apura um suposto esquema de venda de decisões judiciais envolvendo advogados, lobistas, empresários, assessores, chefes de gabinete e magistrados. O militar foi preso em Primavera do Leste (a 231 km de Cuiabá), na casa de Andreson de Oliveira Gonçalves, lobista apontado como nome central do esquema.
João Aguiar
Ainda não há informações sobre o que o PM estaria fazendo na casa do lobista. Ele está sendo encaminhado de Primavera do Leste para Cuiabá, pela PF. A operação, que foi deflagrada de forma sigilosa, teve como principal alvo Andreson. Os mandados cumpridos nesta manhã contra o lobista seriam por suspeita de que ele estaria descumprindo as medidas cautelares. O celular do empresário foi apreendido durante a ação.
A ação contra o lobista acontece pouco mais de 2 meses após o Supremo Tribunal Federal (STF) conceder prisão domiciliar a Andreson. A medida foi tomada após ele aparecer praticamente irreconhecível depois de passar 8 meses preso na Penitenciária Central do Estado (PCE), em Cuiabá, e na Penitenciária Federal de Brasília, a “Papuda”. Enquanto estava preso, perdeu muito peso, aparecendo em um estado esquelético.
De acordo com as investigações da Polícia Federal, Andreson fazia a ponte entre empresários e o advogado Roberto Zampieri, que, por sua vez, utilizava sua influência enquanto jurista para manipular decisões judiciais em favor dos seus clientes. A suposta atuação do lobista seria garantir o contato com figuras do Judiciário e facilitar o pagamento de vantagens indevidas.
Operação Sisamnes
A Operação Sisamnes, deflagrada em novembro de 2024, levou à prisão de diversos investigados por envolvimento em uma organização criminosa que atuava na venda de decisões judiciais em processos milionários.
Após sua prisão, a defesa de Andreson vinha alegando condições de saúde debilitadas, chegando a dizer que o lobista estaria passando fome em sua cela, além de alegarem ausência de condenação definitiva como argumentos para a concessão da prisão domiciliar. O lobista cumpre medidas cautelares enquanto aguarda o andamento do processo.
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