Planejamento é a chave; saiba como organizar as finanças e fazer o dinheiro render neste ano

Imagem

2025 terminou com o preocupante número de 80 milhões de endividados no Brasil, o equivalente a 49% da população, segundo dados do Serasa. Em Mato Grosso, o cenário é ainda mais crítico: 51% dos consumidores estão com o nome sujo, sendo o público entre 40 e 60 anos a faixa etária que mais deve.

 

Com o início de um novo ano, surgem as metas a serem atingidas e, entre as mais citadas, estão aquelas relacionadas à saúde e às finanças. Quitar dívidas e guardar dinheiro são tarefas desafiadoras em um cenário de alta nos itens de consumo e renda incompatível com as necessidades das famílias. Somado a isso, há também a falta de educação financeira, as compras impulsivas, a ausência de planejamento e os imprevistos. Sabe aquela famosa frase que diz “quando acho que vai sobrar dinheiro, o gás acaba”? Ela não tem fama à toa.

 

Para tentar esclarecer alguns pontos sobre controle financeiro, sair da lista de maus pagadores e manter o cofre mais gordo, o conversou com a economista Edijeide Fernandes, que pontuou itens essenciais para a organização das contas. Segundo ela, o passo mais básico é saber exatamente o quanto se ganha e o quanto se gasta. Para isso, é fundamental adotar a tecnologia a favor dos números, seja por meio de aplicativos de finanças pessoais ou recursos do próprio banco utilizado.

 

GD: 13° pode ter garantido um fôlego para as contas e compras de fim de ano, como não repetir o endividamento do ano anterior?
Economista – É necessário planejamento das escolhas, o que quer comprar e se pode comprar. A decisão do que comprar é fundamental para pesquisar e analisar a capacidade de poder adquirir o produto.

 

GD: Muitas pessoas dizem que recebem, mas não sabem pra onde vai o dinheiro. Como ter um pouco mais de controle?
Economista – Isso acontece com pessoas que não sabem o montante de seus gastos fixos e não definem quantidades de dinheiro que podem gastar com despesas esporádicos como saídas no final de semana e participação em festas. Hoje em dia há diversos aplicativos que ajudam as pessoas a registrarem as entradas (salários/rendas) e saídas por categorias de despesas, ajudando a entender o fluxo de caixa das suas finanças pessoais. Os bancos digitais possuem esse tipo de função, é só ativar ou pesquisar em lojas de aplicativos esses apps de finanças pessoas. Exercitar a prática de entender a dinâmica das contas pessoais e quanto ganha e quanto gasta a consciência das finanças pessoais.

 

GD: para quem tem dívidas acumuladas, como se organizar pra se livrar delas? É melhor parcelar ou esperar ter um valor maior e tentar quitar em uma vez com maior desconto?
Economista: Primeiro de tudo é entender o montante que deve, o valor principal da dívida e juros. A partir daí decidir se consegue com a administração das contas gerar poupança para pagar o endividamento e/ou buscar renda extra que ajude a acumular o volume necessário para negociar as dívidas. E também pode adotar a parte mais difícil que é cortar gastos e supérfluos.

 

GD: Para quem tem um dinheiro que “sobrou” no fim de ano, é melhor guardar para uma emergência ou pagar dívida?
Economista: Se tiver dívida e se os juros forem altos, mais do que 2% por mês, o melhor é pagar o que deve e depois juntar.

 

GD: Investir é só pra rico? Para quem já quitou pendência é esta buscando uma tranquilidade financeira, por onde começar a aplicar?
Economista – Podem ser as modalidades tipo cofrinhos e porquinhos dos bancos digitais que rendem mais que a poupança para recursos mensais de baixo valores. A própria caderneta de poupança, que não ganha, mas também não perde poder de compra perante a inflação.

 

E para valores maiores, acima de R$ 1 mil, são indicados títulos de renda fixa como LCA e LCI com juros anuais próximos a 11% e que não pagam imposto de renda sobre o lucro.

Link da Matéria – via Gazeta Digital

Seja o primeiro a comentar

Faça um comentário

Seu e-mail não será publicado.


*