
A Polícia Civil descartou a tipificação de feminicídio no caso de Luzia do Nascimento Ramos , de 50 anos, que foi morta a facadas na última sexta-feira (27), em Sinop (a 480 km de Cuiabá). Ela estaria grávida do suspeito que, segundo informações preliminares, não queria assumir o filho. A relação entre os dois é investigada, assim como a gravidez, que pode ser improcedente.
Reprodução/Só Notícias
Segundo a Polícia Civil, responsável pela investigação do caso, após o depoimento do suspeito, de 38 anos, que encontra-se recluso na Penitenciária Dr. Osvaldo Florentino Leite Ferreira, o crime não teve motivação de gênero ou relação afetiva.
Conforme a investigação, Luzia teria realizado um faxina na casa do suspeito e não teria recebido pelo trabalho. O desentendimento teria começado porque ela cobrou o pagamento, que teria sido acordado em forma de entorpecentes. O crime ocorreu em uma residência conhecida por ser “boca de fumo”.
Segundo informações que constam no boletim de ocorrência da Polícia Militar, Luzia estaria grávida do suspeito e teria sido assassinada porque ele não queria assumir a paternidade. Em depoimento, o investigado alegou que possui esquizofrenia e que, no dia do crime, usou drogas o dia todo.
Agora o crime é enquandrado como homicídio qualificado por motivo fútil e a Polícia Civil aguarda o laudo pericial para confirmar se a vítima estava grávida ou não.
“A autoridade policial reitera que, embora o crime seja de extrema gravidade, as evidências apontam para um homicídio qualificado por motivo fútil, e não para o crime de feminicídio, uma vez que inexistia o contexto de violência doméstica ou menosprezo à condição de mulher”, disse a PJC em nota.
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