
O vice-governador Otaviano Pivetta (Republicanos), que já assumiu pré-candidatura ao Governo do Estado em 2026, também se solidarizou com o ex-presidente da República Jair Bolsonaro (PL), que está em prisão domiciliar desde a noite dessa segunda-feira (04), por determinação do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes. Em pronunciamento nas redes sócias, se diz triste e indignado com a situação.
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“Meus amigos e minhas amigas, estou aqui no Palácio e estava numa agenda muito intensa a manhã toda. E agora estou me dirigindo a vocês para falar da tristeza e da indignação que nós estamos sentindo nesse país. Não é possível que a Justiça, monocraticamente, continue agindo da forma como está. Não é possível também que o Senado Federal fique inerte diante de tanta injustiça. Nós, brasileiros, precisamos que as instituições funcionem sim. Nós precisamos de Justiça”, declarou Pivetta.
Além disso, Pivetta afirmou que todos precisam ser solidários com Bolsonaro. E mesmo sem citar nominalmente Alexandre de Moraes, pede que o Senado adote providências, indicando apoio ao impeachment do ministro do Supremo.
“Nós precisamos ser solidários a este homem que está sofrendo tantas sanções antes mesmo de ser julgado. Quero deixar aqui minha solidariedade ao ex-presidente Bolsonaro e pedir ao Senado Federal que definitivamente faça alguma coisa, cumpra seu dever, que é frear os desmandos e os excessos que estão acontecendo no Brasil”, completou.
Prisão e cautelares
O ministro Alexandre de Moraes decretou a prisão domiciliar de Bolsonaro. A medida foi tomada diante do descumprimento de medidas cautelares já impostas pela Corte.
Conforme Alexandre de Moraes, houve a publicação nas redes sociais de falas feitas por Bolsonaro, pelo telefone, durante as manifestações realizadas no domingo (03). O conteúdo foi postado por apoiadores, incluindo filhos do ex-presidente. Em sua decisão, o ministro ressaltou que as divulgações nas redes sociais demonstraram que houve a continuidade da tentativa de coagir o STF e obstruir a Justiça. A decisão foi tomada na Petição (Pet) 14129.
A prisão deverá ser cumprida na residência de Bolsonaro, em Brasília. Ele não poderá receber visitas, a não ser de seus advogados e outras pessoas previamente autorizadas pelo STF. O ex-presidente também fica proibido de usar aparelho celular, diretamente ou por meio de terceiros.
O ministro determinou, ainda, busca e apreensão de quaisquer celulares em posse de Jair Bolsonaro.
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