
O vice-governador Otaviano Pivetta (Republicanos) adotou de vez o ritmo de campanha e reafirmou críticas a supostos atos de corrupção no estado, mirando um discurso de continuidade da atual gestão para o novo quadriênio. Em entrevista nesta segunda-feira (30), expôs que não teme ser interpelado na Justiça para provar qualquer declaração e reiterou ser responsável pelas falas que têm proferido nos últimos dias.
Alair Ribeiro
Durante ato com da cúpula do Republicanos na semana passada, Pivetta alegou que prefeitos não querem um governo que cobra 30% de propina dos recursos liberados e, no sábado (28), reforçou que a corrupção foi responsável por matar milhares na BR-163 , em discurso após assinatura da ordem de serviço para a construção do maior complexo viário da BR-163/364, conhecido como Trevão de Rondonópolis (a 212 km de Cuiabá).
Questionado se teria provas das acusações, ele indicou que têm falado somente a verdade e que têm o dever de alertar a população sobre os riscos do próximo governador não ter a seriedade da atual gestão: “Eu [já] sou responsável, não vou me responsabilizar […] O que eu falei no discurso eu reafirmo, está tudo certo”.
“Se eu for interpelado, sobre tudo que eu falo, eu sou responsável. Então, eu tenho falado, como é normal nas posições que nós exercemos, procurar alertar a população sobre consequências, especialmente as consequências decorrentes da corrupção. E a BR-163, aliás, todas as rodovias federais, nós sabemos, todos nós, mato-grossenses especialmente, sabemos o quanto nós já sofremos pela omissão e pela corrupção”, disse.
Adversários de Pivetta, como os senadores Jayme Campos (União Brasil) e Wellington Fagundes (PL), têm cobrado responsabilidade sobre as acusações que o republicano têm feito em seus discursos, apontando que ele acaba colocando todos que estão na corrida eleitoral sob suspeita de maneira inconsequente, apenas para atrair a simpatia do eleitorado, que rechaça atos de corrupção.

Faça um comentário