Perdi a paciência, afirma prefeita sobre rompimento com Eletroconstro

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A prefeita de Várzea Grande Flávia Moretti (PL) confirmou  que rompeu com a empresa Eletroconstro, responsável pela limpeza urbana do município. A rescisão do contrato foi motivada, segundo a gestora, por falhas consecutivas nos serviços  da terceirizada, que não conseguia atender as demandas solicitadas. A decisão provocou a demissão de 150 trabalhadores. 

SECOM/VG

“A empresa não conseguia atender as demandas do município, tinha muito pouco [serviços], apesar do contrato prever um X de funcionário, ela não entregava o serviço correspondente ao que eu, prefeita Flávia Moretti, exigia dele. Estive no começo do ano com o representante da empresa Eletroconstro, pedi para ele entregar um serviço a contento, pedi para ele que eu queria cidade limpa, cidade capinada, cidade pintada”, afirmou. 

Flávia Moretti disse ter perdido a paciência com a empresa, que ainda, segundo ela, não possui a quantidade necessária de trabalhadores para prestar os serviços, como: roçagem, poda de árvore, pintura e limpeza das ruas. O rompimento, porém, não atende apenas a vontade pessoal da gestora, mas também a de vereadores e moradores, que já criticam a sujeira da cidade, mesmo em outras gestões. 

“A Eletroconstitutação está aí há quantos anos e todo mundo reclamando do município, reclamando da limpeza do município. Não é a primeira vez, não é desde a minha gestão, a população toda reclamou. Então, agora eu tomei a decisão de romper? Vai romper e pronto. Eu quero uma limpeza digna, eu quero uma cidade limpa, uma cidade digna para o morador de Várzea Grande porque ele tem direito de uma cidade limpa”, afirmou. 

Com validade até setembro, o contrato foi rescindido no dia 28 de agosto. A empresa reagiu à decisão e entrou com uma ação judicial contra a Prefeitura, alegando falhas nas documentações. Enquanto isso, um processo de contratação emergencial, com validade de até 60 dias, está em andamento até que a licitação da nova empresa seja concluída.  Entre um dos critérios do edital está a de absorção de ao menos 70% dos trabalhadores que atuavam na Eletroconstro, já que a demissão coletiva pode afetar muitas famílias.  

Reprodução

Acusação de favorecimento

Alguns vereadores, entre eles o Wender Madureira (Republicanos), questionam a legalidade e transparência na gestão. Para ele,  há indícios de possível irregularidade e favorecimento na futura contratação da Prefeitura. “Se a licitação nem sequer existe, a presença de uma empresa se instalando na cidade pode indicar que o resultado do processo já está definido antes de qualquer competição legal?” 

Em tom de deboche, a liberal respondeu aos vereadores que tem levantado o questionamento e afirmou que o processo de licitação está previsto em lei. “Tá previsto na lei, meu amor, manda eles fazerem direito então, fazer faculdade de direito, estudar um pouco”, disse exaltada. Entre na comunidade de WhatsApp do Rdnews e receba notícias em tempo real . (CLIQUE AQUI )

Link da Matéria – via RD News

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