
O Centro de Inovação do Parque Tecnológico de Mato Grosso, em Várzea Grande, está previsto para ser entregue em maio deste ano. As obras estão 90% concluídas e já há empresas estrangeiras, como as israelenses e russas, startups e parcerias universitárias sendo negociadas, como é o caso do curso de Inteligência Artificial do Instituto Federal de Mato Grosso (IFMT). Localizado na região do Chapéu do Sol, o empreendimento deverá se tornar referência para criação e desenvolvimento de soluções tecnológicas e atração de empresas inovadoras.
Annie Souza
No local, pesquisadores, empresas e startups irão se instalaram para desenvolver tecnologias. Segundo o diretor do Parque Tecnológico, Rafael Bastos, os eixos principais serão Inteligência Artificial, bioquímica e o agronegócio.
“Todas as derivações desses eixos vão estar aqui dentro. Um laboratório de drones e robóticas para a agricultura do Instituto Federal com a Universidade da Noruega será desenvolvido aqui. Também terá o primeiro supercomputador do Brasil para pesquisa de microclima, através de uma parceria que estamos fazendo com a Lenovo. Não é aquela previsão do clima assim mais genérica que temos. Saberemos onde vai chover, em qual quadra, qual hectare, o quanto e quando irá chover, por exemplo. Para a agricultura de precisão e para toda agricultura é muito importante”, destaca o diretor.
Annie Souza
Essa será uma inovação que deve mudar a forma como se faz o agro na região e, futuramente, em todo o país. “Se eu tenho uma área de 50 hectares, se chover numa ponta e não chover na outra, eu posso me preparar para isso. Isso aumenta a produtividade, diminui custos de produção. Tem um estudo que fala que a inteligência artificial aliada ao supercomputador pode economizar 25% de custos em qualquer área da agricultura”, afirma.
Além do agro, o parque também será um centro voltado para os serviços e demandas locais.
“Estaremos em um conceito de integração com o Instituto Federal, Universidade Federal, Unemat e com os pesquisadores. Aqui será um hub de integração de solução de problemas e serviços. Se há uma demanda das empresas, do setor produtivo, do próprio governo, traremos essa demanda para esse ambiente que tem esse conjunto de atores para a busca de uma solução. A gente desenvolve um prêmio que patrocina algumas empresas com um pesquisador dentro dela. O pesquisador da Fapemat ou da Secitec é pago pela secretaria para estar dentro da empresa e buscar uma solução para um determinado problema”, detalha.
Annie Souza
A obra recebe investimentos do Governo na ordem de R$ 18,2 milhões e contará com laboratórios, pesquisa e qualificação profissional, impulsionando a ciência e a tecnologia. O parque funcionará com um conceito cowork e através de um chamamento público as empresas, instituições, startups poderão se habilitar por um espaço dentro do centro. Segundo Rafael Bastos, o Centro Tecnológico já foi acionado por empresas e instituições que têm intenção de se instalarem no local. Há negociações com a Embaixada Israel, que quer trazer quatro empresas israelenses para se instalarem no parque. Além disso, há intenção de empresas russas e chinesas, além de pesquisadores da China.
“Cada um terá seu espaço aqui dentro, nsse conceito primeiro de cowork. Depois será encubada uma empresa aqui dentro. Uma empresa ou startup vai ficar dois anos ou três anos e obrigatoriamente tem que sair para dar espaço para outra. Ou ela vai sair porque não deu certo, ou vai sair porque deu certo e irá construir sua sede na área do parque. São 17 hectares que a gente tem para construção”, explica.
Annie Souza
Atualmente, há cerca de 60 parques tecnológicos no Brasil, a maioria na região sul ou sudeste do país. “Há vários exemplos no Brasil de empresas que começaram dentro de um parque de tecnologia como uma startup”, afirma Rafael. Não só no Brasil, mas em um cenário mundial, grandes empresas como Apple, Facebook, Google, Microsoft e Uber foram desenvolvidas em parques tecnológicos.
O parque irá servir também de apoio a pesquisa e laboratório para estudantes da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), para o Instituto Federal de Mato Grosso (IFMT) e para a Universidade Estadual de Mato Grosso (Unemat) através de parcerias. O curso de Inteligência Artificial (IA) do IFMT, que é o primeiro dos institutos federais no Brasil e começará a ser ministrado ainda este ano terá um laboratório dentro do parque tecnológico. Além disso, a Agência de Inovação da Unemat também funcionará no centro.Entre na comunidade de WhatsApp do Rdnews e receba notícias em tempo real . (CLIQUE AQUI )

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