Ozonioterapia – esperança e melhora clínica reconhecidas

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Rodinei Crescêncio/Rdnews

No dia 21 de agosto de 2025, o Conselho Federal de Medicina (CFM) deu um passo histórico ao publicar a resolução que autoriza o uso da ozonioterapia em situações específicas da prática médica. Essa decisão marca um novo momento para a medicina brasileira, trazendo esperança para milhares de pacientes que sofrem com dores crônicas e feridas de difícil cicatrização.

A ozonioterapia é um tratamento que utiliza uma mistura de oxigênio e ozônio, aplicada de diferentes formas, com o objetivo de estimular a cicatrização, reduzir inflamações e aliviar dores. Apesar de ser estudada há anos e já utilizada em vários países, até agora sua aplicação no Brasil estava cercada de restrições. Com a nova resolução, a prática passa a ser reconhecida como uma terapia complementar segura e eficaz, desde que realizada por médicos em ambientes adequados. “ A ozonioterapia é um tratamento que utiliza uma mistura de oxigênio e ozônio, aplicada de diferentes formas, com o objetivo de estimular a cicatrização, reduzir inflamações e aliviar dores”

Entre os principais benefícios aprovados pelo CFM está o uso da ozonioterapia no tratamento de feridas crônicas – como úlceras diabéticas, úlceras venosas e feridas infectadas. Nessas situações, o ozônio atua acelerando a cicatrização, melhorando a oxigenação dos tecidos e reduzindo o risco de complicações, como amputações. Para pacientes diabéticos, por exemplo, essa é uma notícia que pode significar mais qualidade de vida e menos limitações no dia a dia.

Outro grande avanço foi a liberação do uso da ozonioterapia em doenças musculoesqueléticas, especialmente em casos de artrose de joelho e hérnia de disco lombar. Nessas condições, a dor costuma ser intensa, limitando atividades simples como andar, subir escadas ou até mesmo dormir. O ozônio, aplicado em articulações ou na região da coluna, tem se mostrado eficaz na redução da dor, na melhora da função e na diminuição da necessidade de medicamentos, que muitas vezes causam efeitos colaterais.

Além dos resultados clínicos, a ozonioterapia tem um perfil de segurança favorável quando aplicada corretamente, utilizando equipamentos regulamentados pela Anvisa e sob os cuidados de profissionais capacitados. Os efeitos adversos relatados são raros e, na maioria das vezes, leves. Por isso, a decisão do CFM representa não apenas uma vitória para a medicina regenerativa, mas também para os pacientes que agora podem contar com uma opção a mais no tratamento de suas doenças.

Embora alguns setores da ciência ainda peçam mais estudos de longo prazo, é inegável que a regulamentação do CFM trouxe confiança, clareza e credibilidade ao uso da ozonioterapia. Afinal, trata-se de um órgão que baseia suas decisões em evidências e segurança, colocando sempre o bem-estar do paciente em primeiro lugar.

Assim, a partir de 21 de agosto de 2025, o Brasil entra em uma nova fase, onde a ozonioterapia deixa de ser apenas uma promessa e passa a ser uma realidade médica oficial. Uma vitória para a medicina, para os médicos e, principalmente, para os pacientes que agora têm em mãos uma alternativa inovadora, moderna e promissora.

Fellipe Ferreira Valle é formado em medicina pela Universidade de Medicina de Teresópolis -RJ, realizando posteriormente residência médica em ortopedia na Santa Casa de Belo Horizonte onde também realizou especialização em cirurgia do joelho e cirurgia do ombro e cotovelo. É também membro fundador da Sociedade Brasileira de Regeneração Tecidual e Socio efetivo da Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia. Professor de medicina na UNIVAG e preceptor da residência de ortopedia da UNIC. Instagram :@dr.fellipe

Link da Matéria – via RD News

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