
Apesar de distintas, as três operações deflagradas pela Receita Federal, Polícia Federal e MPSP (Ministério Público de São Paulo) mirando o setor de combustíveis nesta quinta-feira (28) têm alvos em comum, afirmou o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues. Segundo ele, as esferas de atuação das operações eram diferentes, mas houve uma sincronização na atuação para garantir a efetividade.
À imprensa, Andrei afirmou, ainda, que vai haver uma unificação dos trabalhos “para que não ocorra nenhum prejuízo”. Até o momento seis pessoas foram presas.
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“No caso da PF são duas operações, em SP e Paraná, e ambas em estreita parceria com a RF, que trouxe relatórios frutos dessas fiscalizações e que nos permitiram a instauração de um inquérito a partir deste núcleo em março de 2025 para investigar, em SP, fundos de investimento. Onde ali identificamos lavagem de dinheiro e gestão fraudulenta“, disse.
Em relação às apreensões, a PF informou que entre os bens estão 141 veículos, 192 imoveis, duas embarcações, e mais de 300 mil reais em dinheiro, além disso, foram bloqueados de mais de um bilhão de reais e ao menos 21 fundos.
Megaoperação
A megaoperação cumpriu mandados de busca e apreensão em oito estados, no âmbito de investigações sobre um esquema criminoso no setor de combustíveis, supostamente comandado por integrantes do PCC (Primeiro Comando da Capital).
O MPSP (Ministério Público de São Paulo) afirmou que mais de R$ 7,6 bilhões foram sonegados. Segundo as investigações, mais de mil postos ligados aos investigados movimentaram R$ 52 bilhões entre 2020 e 2024.
A Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional também ingressou com ações judiciais cíveis de bloqueio de mais de R$ 1 bilhão em bens dos envolvidos, incluindo imóveis e veículos, para a garantia do crédito tributário.
Operações Quasar e Tank
Já as ações da PF e Receita ocorreram simultaneamente, nos estados do Paraná e São Paulo, contra grupos criminosos que atuam na cadeia produtiva de combustíveis.
Em São Paulo, a Justiça autorizou o bloqueio de R$ 1,2 bilhão de investigados, além do cumprimento de 12 mandados de busca. Entre as estratégias usadas estavam transações simuladas de compra e venda de ativos.
No Paraná, outro esquema é suspeito de ter movimentado mais de R$ 23 bilhões desde 2019. Pelo menos 46 postos de combustíveis em Curitiba (PR) estão envolvidos em fraudes como a “bomba baixa”, quando o volume abastecido é inferior ao indicado.

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