
O vereador de Cuiabá, Paulo Henrique (MDB), foi um dos alvos da Operação Ragnatela desta quarta-feira (5). O parlamentar teve o celular apreendido, bem como um veículo Jeep Compass pela equipe da Força Integrada de Combate ao Crime Organizado (FICCO-MT), sob suspeita de ser o interlocutor entre uma facção criminosa e agentes públicos. Ao todo, 8 pessoas foram presas e 36 mandados de busca e apreensão foram cumpridos.
De acordo com as investigações, o parlamentar receberia benefícios financeiros do grupo. O chefe do cerimonial da Câmara de Cuiabá teve a prisão preventiva decretada, ele seria indicação de Paulo Henrique. Um policial penal e um fiscal da prefeitura foram afastados do cargo.
Entre os alvos estão o DJ Everton Detona, polícia cumpriu mandados de busca e apreensão contra ele. Um veículo BMW, que estava em posse do DJ, foi apreendido e está no pátio da PF. Nesta terça-feira (4), ele postou um vídeo nas redes sociais dirigindo o veículo.
Outro alvo é o empresário William Aparecido da Costa Pereira, conhecido como ‘Gordão’. Ele é proprietário do Dallas Bar e Strick Pub. As equipes cumpriram ainda 9 sequestro de bens e imóveis e 13 apreensão de veículos.
Consta na investigação que criminoso compraram uma casa noturna em Cuiabá pelo valor de R$ 800 mil, pagos em espécie. Além disso, 4 casas de shows tiveram as atividades suspensas e contas dos alvos foram bloqueadas.
Os criminosos contavam ainda com apoio de agentes públicos, que fiscalizavam os locais e expediam licença para a realização dos shows sem a documentação necessária. A facção determinava ainda que não fossem contratados artistas de outros estados onde a facção rival é atuante, como, por exemplo, São Paulo.
A Força-tarefa lembra do show de MC Daniel, em 2023, quando ele foi hostilizado e saiu escoltado pela polícia. O integrante da facção criminosa, que promoveu o show do cantor, foi punido pela facção sob pena de ficar sem produzir eventos e trazer shows para Cuiabá por dois anos. (Com assessoria da PJC)
Reportagem do tentou contato com o vereador, mas não obteve retorno nos números disponibilizados. A Câmara de Cuiabá ainda não se manifestou.
Sobre o afastamento do servidor da prefeitura, a Secretaria Municipal de Ordem Pública esclareceu que:
“- Reforça que atuará de acordo com a legislação vigente, atendendo a prazos e os procedimentos necessários, ao procedimento administrativo;
-Está à disposição das autoridades para colaborar com informações necessárias ao inquérito policial instaurado.”.

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