Onça que devorou caseiro não voltará para mata; entenda futuro do animal

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A onça-pintada que matou o caseiro Jorge Ávalo, de 60 anos, em Mato Grosso do Sul (MS), segue em reabilitação no Centro de Reabilitação de Animais Silvestres (CRAS), em Campo Grande (MS). O último boletim médico indicou que o animal está abaixo do peso e com órgãos comprometidos.

O caseiro Jorge Avalo, de 60 anos, foi atacado e morto pelo animal em região de mata de Touro Morto (MS), a cerca de 230 km de Campo Grande. Ele foi morto na segunda-feira (21) e seu corpo foi localizado nesta terça (22).

No centro especializado em cuidados de animais, a onça-pintada passou por procedimentos de saúde no animal, com coleta de sangue e fezes para análise e realização de exames de imagens. Exames preliminares já indicam que o animal tem 94 quilos — considerado 26 quilos abaixo do peso.

“Para fazer toda a parte de check-up e de saúde. Como é um caso muito atípico, a partir da avaliação clínica e de sanidade, vamos ver qual doença que ele tem, porque não é normal o animal desse porte estar tão magro, e assim podemos tentar relacionar ao caso”, disse o professor e pesquisador Gediendson Araújo, especialista em animais de grande porte da Universidade Federal do Mato Grosso do Sul (UFMS).

Saul Schramm

Após a recuperação, o animal não deve voltar à região de mata em que foi capturada nesta quinta-feira (24), três dias após o ataque.

O felino deve ser transferido para um recinto, definitivo ou provisório — assim que for reabilitado e exames mostrarem que o quadro está estável e houver reversão da desidratação.

Em nota à CNN, o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) disse que futuros encaminhamentos serão discutidos pela Secretaria de Estado de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação (Semadesc) do estado em conjunto com o instituto.

“O animal deverá ser destinado a uma instituição mantenedora de fauna apta a recebê-lo e será incorporado ao Programa de Manejo Populacional da Onça-Pintada, coordenado pelo ICMBio”, afirma a nota.

O destino do animal deve ser decidido no âmbito do programa que busca conservar a espécie em todos os biomas brasileiros.

Link da Matéria – via RD News

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