
Os R$ 300 mil, que seriam pra caixa 2, apreendidos pela PRF na caminhonete de Nei Frâncio, às vésperas da eleição
Nei Francio, o homem-bomba flagrado pela Polícia Rodoviária Federal, às vésperas da eleição, com R$ 300 mil numa caminhonete a caminho de Sorriso, recebeu em Várzea Grande o dinheiro que iria abastecer o caixa 2 da campanha de Alei Fernandes, que se elegeu prefeito da chamada capital nacional do agronegócio.
Mas, afinal, quem articulou essa doação por fora para a campanha? Quem entregou a montanha de dinheiro para Nei Frâncio? A Polícia Federal tem as respostas.
Nos diálogos extraídos das conversas encontradas no celular de Nei, entra em cena o magnata Atílio Elias Rovaris, gigante do agro em Sorriso, piloto de rally e que recentemente inaugurou o kartódromo Agro Speed. Em 2022, Rovaris fez uma doação legal de R$ 500 mil à campanha presidencial de Jair Bolsonaro.
Foi Rovaris, um dos principais articuladores da campanha de Alei, que, segundo a PF, pediu para Nei Francio buscar “um envelope” em Várzea Grande e o levar para Sorriso. E forneceu o contato de uma pessoa identificada pelo prenome de Wendel. Descobriu-se que o “envelope” foi retirado por Nei, durante horário de expediente, na sede da empresa L R Diesel Comércio de Peças, no Jardim Glória I, em Várzea Grande.
Segundo as investigações, na prática, esses R$ 300 mil, que acabaram apreendidos pela PRF na BR-163, já chegando em Sorriso, iriam abastecer o caixa 2 da campanha de Alei. E as provas de crime eleitoral são tão robustas que a tendência é da chapa Alei-Acácio nem conseguir ser empossada em 1º de janeiro.

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