
Rodinei Crescêncio/Rdnews
Você precisa se orgulhar de quem você é, do que você faz.
Quero falar hoje desse pré-requisito se você quer ser um profissional de sucesso, ser referência.
Se orgulhe de si.
Isso significa, em primeiro lugar, confiar nas suas escolhas, na sua essência.
Pedro era engenheiro civil e, como engenheiro, tinha uma vida confortável. Mas não se orgulhava de si. Dizia muitas vezes que o amor mesmo estava voltado para a cozinha, seu hobby de fim de semana.
Depois de um certo tempo, cansado da rotina, Pedro joga tudo para o alto e resolve mudar de profissão. Ele quer se tornar o que ama, ser reconhecido pelo que gosta e que faz com excelência: seu hobby, cozinhar.
Abre seu próprio restaurante.
Lugar original, comida de primeira, mas com uma falha grave: sem autoconfiança. “ Mas é o nosso orgulho, na dosagem exata, que nos faz poder olhar e nos sentir fortes o suficiente para ser como aquele que nos inspira — e até superar o mestre —, pois, quando olho para o mestre, me sinto forte e grande também”
Sem a autoconfiança do dono.
Sem o orgulho de si mesmo.
Sua postura tem tanta humildade que ele se torna opaco, apático, desaparecido, e, para quem olha para ele, tem-se a sensação de que ele e seu restaurante vão ruir.
Essa insegurança de Pedro já o impedia de ser feliz na sua profissão anterior.
Hoje, enfrentando a vida e assumindo seus sonhos, não irá prosperar se não tiver orgulho de si mesmo, de quem é, do que faz. Afinal, como puderam perceber, assumir o sonho não fez tanta diferença, pois o segredo da felicidade não está no lugar que você ocupa, mas sim em como você se sente sendo você, nos lugares em que está.
Não podemos ser como aquele cachorro medroso que, quando percebe alguém chegando, se esconde debaixo da mesa, tremendo com o rabinho entre as pernas. Pois assim não há como conquistar, à sua volta, reconhecimento… Será mais difícil. É preciso haver conexão humana com o outro, mas, para haver com o outro, é preciso que antes exista essa conexão de você para com você mesmo. Gostar de quem é, ter orgulho do que se tornou.
O restaurante de Pedro tornou-se inseguro.
Os clientes, ao chegarem ali, percebem a beleza do lugar, mas percebem também sua fragilidade, sua incerteza e “insegurança” de ser, refletindo naqueles que estão ali um certo amadorismo e medo… fazendo com que o lugar e seus funcionários se “recolham” a cada cliente que entra, como um bichinho amedrontado.
O sistema, com suas pessoas e processos, já está desenhando a cultura daquele lugar:
“Não sou bom o suficiente.”
Assim, quando o cliente chega, ele nunca está pronto, porque, no fundo, não acredita que alguém possa querer estar ali, querer gostar dali.
Então, na desconfiança e falta de segurança, este vai se moldando vagarosamente, aquém do cliente,
que sente essa vibração do lugar e faz com que muitos, apesar de comerem um prato digno, feito por um apaixonado — ou seja, maravilhoso —, não voltem mais.
Pedro pode nos ensinar grandes lições sobre liderança, sobre se tornar um grande profissional, sobre a influência que um fundador de uma empresa tem sobre a formação de caráter, identidade e cultura de um local com seus funcionários e clientes.
Observando Pedro, que tipo de profissional é você?
Você pensa no seu trabalho com o coração?
Você tem orgulho de quem é?
Do que faz?
De quem se tornou?
Quem é você?
Acredito mesmo que a humildade é fator base para podermos crescer, pois é ela que fará com que não ultrapassemos a dosagem do orgulho de si mesmo a ponto de perder a medida, nos tornando arrogantes e fracassados. Sim… o orgulho em excesso nos fracassa, pois, quando achamos que somos melhores que todo mundo, paramos, deixamos de evoluir, porque deixamos de buscar e, assim, somos ultrapassados por uma multidão. Já vi muitos se perderem nesse caminho e, sem consciência de si, nunca mais conseguirem se levantar.
A humildade, na dosagem certa, ao lado do orgulho da nossa história, de nós mesmos, do que nos tornamos, é o que nos faz compreender que, se queremos ser referência, inspirar outras pessoas, precisamos ter outras referências que sabemos — e temos consciência — serem melhores que a gente, pessoas mais experientes, em quem nos espelhamos, nos inspiramos, e que não nos deixam parar. Mas é o nosso orgulho, na dosagem exata, que nos faz poder olhar e nos sentir fortes o suficiente para ser como aquele que nos inspira — e até superar o mestre —, pois, quando olho para o mestre, me sinto forte e grande também.
Ao contrário, quando só impera a insegurança, o sentimento diante de uma pessoa mais experiente é de inferioridade, vergonha e retração.
Assim, Pedro vem nos ensinar:
Tenha orgulho de si mesmo. Tenha orgulho do que faz. E isso nem sempre tem a ver com realizar um sonho. Pedro nos mostra isso.
Você precisa, antes, acreditar e se orgulhar da sua história, de suas origens…
É essa atitude de orgulho de si que o fará um grande profissional, pois isso refletirá nas pessoas à sua volta — e todas as pessoas, sem exceção, gostam de estar ao lado de quem inspira confiança e segurança.
Se você se identificou com Pedro e se incomodou com essa história, e está a se perguntar:
“Mas como fazer isso?”
“Eu quero me orgulhar da minha história!”
Eu digo a você: para se orgulhar de algo, de si, e se tornar o que sonha — como uma montanha forte, bela, inspiradora, deleite aos olhos de quem vê —, você antes precisa conhecer a sua história, precisa se autoconhecer.
Para quem acompanha sempre meus artigos, já deve estar pensando: “De novo, Cynthia! Você sempre fala isso!”
Sim, sempre… para que você compreenda! Este é o caminho — e ele é longo, muitas vezes difícil, porém maravilhoso, com paisagens incríveis e um resultado final surpreendente!
Seja um Grande Líder!
Para isso, só posso lhe dizer uma coisa:
Inicie o quanto antes sua jornada!
Cynthia Lemos é psicóloga e empreendedora; fundadora da Grandy Psicologia Empresarial e escreve neste espaço quinzenalmente às quintas-feiras

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